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Pudim de tapioca de Belém e cobertura de coco caramelado

Pudim de tapioca de Belém e cobertura de coco caramelado

 

Eu andava com muita vontade de comer esse pudim. Há tempos.

Mas preciso dizer a vocês que essa tapioca (de Belém) que utilizo, é completamente diferente das tapiocas industrializadas, vendidas nos mercados de outros estados. Em São Paulo, onde moro, por exemplo, as que se encontram no supermercado são duras, e há dois tamanhos – umas bem micro (do tamanho de miçangas – de uma conhecida marca), e outras maiores, que lembram o sagu – mas é tapioca. ESSAS não são comestíveis sem antes hidratá-las.

Viram como essa tapioca é diferente? Come-se assim, in natura : )

E como as industrializadas são beeem duras, elas requerem um tempo imensamente maior para a hidratação, asism como uma quantidade bem menor de tapioca para quantidades maiores de água.

A tapioca de Belém, hidratada… então escorre numa peneira o excesso de água

Para tanto, vocês podem, sim, utilizá-las neste pudim, PORÉM, leiam atentamente as instruções da embalagem antes, já que eu não saberia dizer-lhes.

Nas “Dicas da Lena” falo mais sobre isso.

No entanto, a tapioca de Belém do Pará, parece uma pipoquinha: é levinha, comestível assim mesmo.

Aliás, é o acompanhamento-mor do açaí, pois despeja-se direto na tigela, com o açúcar  – esse negócio de “granola”, é coisa de sulista… açaí batido na hora e na nossa frente, com tapioca fresquinha, só em BELÉM :)))

Dá pra fazer versões minis do pudim

Bem, dados os avisos sobre a tapioca, devo dizer que esse pudim não é muito doce, já que a cobertura caramelada de coco fresco já o é. Então, dá um contraste delicioso. Inclusive porque coloco um caldo de limão pra cortar o excesso de dulçor.

Alá a tapioca no fundo …

Particularmente, eu adorei justamente porque adoro coco; ainda mais o fresco. Caso você não queira fazer com o coco, faça apenas o a calda de caramelo.

 

Ingredientes:

do caramelo para untar a forma:

– ½ xícara de açúcar
– ¼ de xícara de água

do pudim:

– 2 xícaras de tapioca (artesanal – de Belém)
– 3 xícaras de água quente
– 1 xícara de leite
– 2 latas de leite condensado
– 3 colheres (chá) de baunilha
– 6 ovos

Da cobertura de coco caramelado:

– 2 xícaras de açúcar
– 3 xícaras de água
– cravo, canela
– caldo de meio limão
– 2 xícaras de coco ralado fresco

Preparo:

– do caramelo para untar a forma:
Leve ao fogo a água e o açúcar e deixe ferver em fogo baixo até ficar com cor de “guaraná”
Unte o fundo e parte das laterais da forma. Aguarde 5 minutos e unte as laterais da forma com manteiga (use um pedaço de papel alumínio para isso. Reserve.

– do pudim:
– Numa tigela, coloque a tapioca e água quente para hidratá-la por 30 minutos.

Pré-aqueçao forno em 170°C
– No liquidificador, coloque os outros ingredientes do pudim. Bata até misturar.
– Com uma concha, retire da superfície, a espuma que ficou após bater (foto).

Retire a espuma

Peneire 2 vezes esse líquido. Quando a tapioca estiver hidratada, coloque numa peneira para escorrer o excesso de água que ela não tenha absorvido, e acrescente-a à mistura do pudim batido.
Coloque na forma já caramelizada, e leve ao forno em banho-maria (coloque água fervente numa assadeira que caiba a forma redonda dentro e leve ao forno) por aproximadamente 1 hora e 10 minutos, ou até enfiar uma faca e sair limpa.
Aguarde o pudim amornar e leve à geladeira, por no mínimo 4 horas (ou deixe esfriar completamente, em temperatura ambiente, assim o caramelo da forma não endurecerá)
Desenforme o pudim, passando uma faca nas bordas laterais da forma.
Leve o fundo da forma à chama mínima do fogão, girando-a, por 1 minuto, apenas para que o caramelo do fundo se desprenda. Desenforme o pudim num prato, e em seguida cubra com a cobertura de coco já resfriada.

– da cobertura de coco fresco caramelizado:

Numa panela, coloque o açúcar e leve ao fogo médio/baixo, até caramelizar (tipo açúcar queimado).
Acrescente a água fervente aos poucos (cuidado para não se queimar com o vapor, pois o caramelo ferverá em contato com a água). Deixe ie fervendo até dissolver completamente. Acrescente o coco fresco ralado, o limão, e ferva um pouco até que ele pegue a cor e fique transparente. Espere esfriar para cobrir o pudim (ou sirva a cobertura à parte).

========

Dicas da Lena:

– Gente, vou REITERAR aqui que esta tapioca que uso é artesanal e trago-a de Belém.

– Ela é muito, muito mais levinha e delicada do que a tradicional, industrializada, que vende nos supermercados em outros estados.

– Portanto, NÃO usem as mesmas quantidades e proporções de tapioca/água, para outros tipos de de tapioca. A de grãos bem miudinhos é bem dura, e provavelmente deverá ser utilizada pouco mais de 1/2 xícara de tapioca, hidratada em 4 xícaras de água.

– Como eu não sei as proporções de todas as marcas que vendem no mercado, vocês deverão ler antes as instruções da embalagem para hidratá-las, ok? : )

– Provavelmente essa tapioca pode ser comprada de qualquer lugar do Brasil, e eles devem despachar. Existe mais de um produtor em Belém. Mas acredito que algumas tapiocas artesanais do nordeste sejam parecidas com esta.

 

 

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42 Comentários

  1. Rafaella Donizetti

    Lena !!!!!!!!!!

    Que maravilha esse pudim!!
    Agora vou torcer pra conseguir uma tapioca igual, ou vou fazer como você disse, e substituir com menos quantidade e mais água :))))
    Próximo fim de semana, me aguarde!
    Beijos e parabéns pelas produções

    1. Lena

      Bem-vinda, Rafaella,

      Isso, isso!
      Pode se divertir que esse pudim vale tudo no mundo 😉
      Beijo

  2. Adriana - Casa, Coisas e Sabores

    Lena, apesar de nunca ter ido a Belém, minha mãe já morou lá e eu sabia que se comia açaí com tapioca (aqui o pessoal coloca até calda de sorvete, eca). Mas minha mãe nunca tinha falado que era uma tapioca diferente, e eu confesso que sempre fiquei imaginando o que era comer aquelas bolinhas duras cruas, rss. Adoro conhecer ingredientes e a riqueza culinária do nosso país. E acho que esse pudim de tapioca, com essa linda calda dourada, perde muito da graça se não for com a tapioca de Belém 🙂 Beijos!

    1. Lena

      Adriana!

      Legal sua mãe já ter morado lá!
      Ahh, você precisa conhecer essa tapioca, é uma delícia!! Parece uma pipoquinha : D
      Mas o pudim fica também bacana com essa tapioca maiorzinha que estão vendendo agora por aqui! É só hidratar mais tempo e usar pouca quantidade.
      Beijo!

  3. Luciana Betenson

    Aminha tapioca e exatamente esta! Vou fazer assim que acabar o regime e voltar da viagem

    1. Lena

      Lu, Boa viagem, curta muito como sempre, e na volta se joga no pudim ;-))
      Beijo!

  4. Guloso e Saudável

    Oi Lena,
    Os sabores e aromas do norte e nordeste são apaixonantes, este pudim está com aparência, cor e consistência deliciosa.
    Beijo
    Vânia

    1. Lena

      Oi Vânia,

      Pois é… a tapioca é uma instituição paraense, sabe? :-))
      Muito obrigada e bem-vinda sempre!
      Beijo

  5. ana claudia

    Oi Lena,
    Que delícia, eu vou fazer o meu pudim correndo, pois tenho um saco dessa tapioca de Belém, pois meu marido é de lá e açaí só com essa tapioca para ele comer…você usa forma especíica de pudim, aquela de vidro, ou forma normal mesmo? bjos.

    1. Lena

      Coisa boa, Ana CLáudia!

      Olha, açaí bem grosso, batido na hora, com essa tapioca é um dos manjares dos deuses 🙂
      Minha forma é a comum de metal; nesse caso eu a prefiro.
      Beijo!

  6. Karla Maria

    Aqui na Bahia eu encontro tapioca igual a de Belem, Lena.
    Delicosa, levinha, nem se compara às de supermercados.
    E agora eu tenho mais uma forma, espetacular por sinal, de fazer esse pudim, um dos preferidos aqui em casa. Adorei a cobertura.
    Beijo, flor.

    1. Lena

      Oi Karla!

      Não conheço a Bahia, mas como imaginei, e até citei isso mesmo no post 😉
      Coisa boa, tomara que vc faça!!
      Beijo!

  7. Manu

    Será que dá pra fazer sem a tapioca?
    Beijos!

    1. Lena

      Manu,

      Sem tapioca teria que refazer todas as quantidades de líquidos.
      Porque grande parte dele vai na hidratação da tapioca, que por conta deles aumenta a quantidade de ovos, etc…
      Melhor então fazer a receita tradicional do pudim de leite condensado comum 🙂
      Beijo

  8. Vânia

    Olá Lena,

    Meeeu Deeeus!!!!
    Isso não é um pudim é uma declaração de amor!!!
    Obrigada, obrigada!!!
    Grande abraço,
    Vânia

    1. Lena

      Ahh, que lindo isso Vânia!

      Um doce é sempre uma declaração de amor ;-))
      Beijo

  9. Jeni Vieira

    E agora que eu vi esse pudim, como vou viver o resto do dia sem ele???

    Ele é um acontecimento, hein?
    Beijos

    1. Lena

      Oi Jeni, obrigada!

      Só tem um jeito: ir correndo fazê-lo!
      😉
      Beijo

  10. Rosângela Rodrigues

    Oi Lena,

    Acho nas feiras livres aqui em São Paulo a farinha de Tapioca, que é a tapioca já hidratada, eles usam esta farinha para colocar na frigideira e fazer as tapiocas com recheios doces e salgados uma delícia, pode ser usada esta farinha?

    Bjs

    Rosângela

    1. Lena

      Rosângela,

      Essa a que vc se refere é a que em Belém chamam de “goma” – uma espécie de polvilho da mandioca, hidratado, depois seco, e peneirado. – que na frigideira vira a “tapioquinha” (ou biju, no nordeste).
      Essas coisas todas se confundem.
      Mas a farinha de tapioca – é outra coisa – apesar de vir da matéria prima – “mandioca”
      Beijos

  11. Rafaela

    Já não bastava apelar para a tapioca, ainda tem a calda de coco caramelado?! Muita apelação numa receita só!

    Acho que é uma sobremesa, que na época da solteirice da minha mãe, o povo diria que é uma sobremesa “segura marido”.

    Beijo!

    1. Lena

      Hahahaha, Rafaela!!

      Adorava esses termos : )
      “Segura-marido” é ótimo!
      Beijos

  12. Ive Luciana

    É tão esgraçado ver qualquer outra coisa comida que se chame tapioca… tapioca para mim vai ser sempre “tapioca”, rs, a que é feita de goma. Mas já me acostumei com o cuzcuz de tapioca aqui do Rio, que apesar de ser diferente da “tapioca”, tem o gosto da “tapioca”, só que doce e em gruminhos, rs. Será que há semelhança entre o cuzcuz de tapioca e o pudim, Lena? Você já experimentou o cuzcuz de tapioca?

    Beijinhos,
    Ive

    1. Lena

      Ive,
      Bem-vinda ao blog.
      Tanto a goma quanto a farinha de tapioca, são originárias da mesma matéria-prima:a mandioca(aipim,macaxeira).
      O Brasil é imenso e é comum as mesmas comidas terem nomes diferentes em regiões idem.
      O cuscuz de tapioca do Rio, q vc se refere, é exatamente essa farinha de tapioca hidratada, cortada em fatias, nas quais colocam leite condensado por cima. É outra receita; diferente do pudim 🙂
      Beijos

  13. Kate Luna

    Lena sua lindaaaaaaa, me deixou com água na boca agora (como sempre) !
    Mas vou encomendar rapidinho os meus saquinhos de tapioca a um amigo que ta sempre por aquelas terras lindas … idéia deliciosa essa sua viu, ameeeeeeeei !!!
    beijos

    1. Lena

      Kate!!

      Se você tem a sorte de conseguir quem te traga essa tapioca… não pode deixar de fazer 😉
      Beijo!

      1. Kate Luna

        Lenaaaaaaaa, tapioca chegou hj, diretamente de Belém do Pará …né lindo ter amigo assim né? Vou fazer esse fim de semana e te conto segunda tá? Mas minha dúvida é : a calda é igual a uma calda de pudim?

        1. Lena

          Que bom, Kate!

          Bem , a calda é a da receita e da foto… se é igual à sua, não sei… esta tem o coco, que difere da calda comum. Faça como está na receita para a calda que forra a forma, e faça a sua calda pra cobrir, se preferir.
          Beijos

          1. Kate Luna

            Na verdade minha dúvida era na calda pra untar a forma kkkkkkkkkkkkk ja li bem direitinho, segunda te conto. bjs

          2. Lena

            Pois é, Kate…

            Explico sempre tudo nas receitas 🙂

  14. Rafaela

    Imagina a situação: Tem uma reunião de amigos e você já mostrou que saiu da categoria de que não sabe fritar ovo e agora consegue fazer algumas receitas doces legais (com alguns atrapalhos, é lógico).

    Aí você sempre leva brownies, blondies, biscoitos, bolos (até agora não recheados, só com coberturas), mas você quer mostrar que evoluiu e quer levar tortas. E que pode fazer isso. Você está com fé.

    Mas então você pára e pensa:Como se consegue desenformar uma torta e tirar do fundo falso para poder levar a reunião sem destruí-la???!!!Isso contando que você não tem mãos de fada.Detalhe importante.

    Mas se levar no fundo falso, capaz de esquecer e ter que comprar outra fôrma. Hahahaha.

    Comofaz, Lena?

    Beijo!

    P.S: Fiz sua receita de pé de anjo e ficou delícia! Acho que foi para compensar os cupcakes com cobertura de ganache de maracujá que não fiz. Ainda.

    1. Lena

      Oi Rafaela!

      É mesmo complicado transportar bolos e tortas, viu?
      Costumo desenformar a torta, retirar o fundo (explico como no post da Torta de cupuaçu) – e fazer um tiquinho de gnache que coloco no centro do prato, “colando” assim a torta.
      Coloco o prato com a torta numa caixa grande desmontável de plástico (que uso só pra isso), com uma pedaço de “emborrachado” no fundo, para que o prato fique firme.
      E coloco no banco de trás – jamais no porta-malas!) – para que eu possa tomar conta e visualizar durante o trajeto.
      Beijos

  15. Rafaela

    Oi Lena,

    Li novamente o post da torta de cupuaçu, que tinha muitas dicas, como a dos feijões, mas o momento fatídico (para mim) que é tirar da fôrma de fundo falso, não tinha.

    Aí lembrei que ensinasse no post do cheesecake, que devemos colocar no freezer por umas duas horas, passar uma faca grande para descolar e com espátula grande deslizar para o prato de servir. É assim que devo fazer? E lógico, no meu caso, fecha o olho e reza. Hahaha.

    E quando for bolo, faço uma ganache no centro do prato para colar?

    Mais uma vez obrigada pela atenção, viu?

    E como disseram nos comentários do post, também aguardo com ansiedade seu livro 😉

    Um beijo!

    1. Lena

      Rafaela,

      Verdade, as dicas sobre desenformar torta estavam no post de Cheesecake.
      Em geral, o princípio vale pra todas as tortas.
      Bolos já são bem úmidos (esse tipo de bolo eu sempre rego com calda) , por isso eles aderem bem ao prato, sem precisar de “cola” de ganache.
      Mas, trasnportá-los, a menos que sejam baixinhos, é sempre um risco. Eu só levo bolos confeitados pra algum lugar, quando não há outro jeito.
      Mas colocá-lo numa caixa plástica grande e desmontável, forrada com um emborrachado, e colocar em cima do banco, também tá valendo.
      Beijos

  16. Rafaela

    Lena,

    Obrigada por todas as dicas que sempre dá no blog e por todas as minhas dúvidas que sempre tira. Não te conheço, mas por aqui, dá para veres o quantos és generosa. Em cada post, cada dúvida respondida, vejo que nos oferece o seu melhor.

    Ah, e desculpa por ser tão “perguntadeira”.

    Beijo!

    1. Lena

      Rafaela,

      🙂

  17. Lenita Ribeiro

    Boa tarde ! Estou extremamente feliz em conhecer seu blog . Só delícia !”Assim você me mata ” ( desculpa o plágio) . Brincadeiras à parte, estava à procura de formas de bolo e encontrei seu blog e também sua receita de bolo de chocolate. Vou fazer, e logo. Adorei ainda sua cobertura do pudim de tapioca . Parabéns, por tudo !
    Em tempo: moro em Belém e farinha tapioca… temos sempre no nosso café da manhã (como se fosse um sucrilho).

    1. Lena

      Lenita, que felicidade!!

      Obrigada e bem-vinda!
      Eu sempre tenho aqui a nossa farinha de tapioca paraense. Como até com iogurte, é divina mesmo.
      Beijo e venha sempre 🙂

  18. Lúcia Pacheco

    Hoje estava procurando uma receita com farinha de tapioca e me deparei com sua receita linda e apetitosa, muito bem explicada. Fiz e ficou deliciosa mas, gostaria de saber como faço para as bolinhas de tapioca ficarem distribuídas no pudim igual como ficou no seu. Acontece que no meu pudim toda a tapioca subiu e formou uma camada superior , que quando desenformei ficou toda a tapioca na base do meu pudim, que como disse ficou muito bom mas com visual diferente. Me pergunto se é por isso que você recomenda retirar toda a espuma que se forma ao bater os líquidos no liqüidificador? Desde já agradeço pelas receitas maravilhosas que você divide conosco.

    1. Lena

      Lúcia,

      Não sei o que houve no seu.
      Talvez a minha tapioca ficasse melhor distribuída pq a que uso, de Belé, é muito leve e aerada.
      Beijos

  19. Renata

    Olá Lena! Finalmente consegui a tapioca de Belém e fiz a receita, mas a tapioca ficou separada do pudim. Não sei o que pode ter acontecido. Segui os passos, tirei a espuma, peneirei duas vezes, mas a tapioca não se misturou. De qualquer modo ficou muito bom e a calda de coco é maravilhosa!

    1. Lena

      Renata, a tapioca não se mistura. Ela fica por baixo e o pudim por cima quando desenforma

      Beijos

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