Parfait de Oreo

06/03/2014 by Lena

 

Estou aqui novamente, gente!

Depois de 2 meses sem postar, e receber mensagens das leitoras queridas, sinto que devo uma satisfação a todos.

Algumas até preocupadas achando que algo havia acontecido comigo, por isso até me adicionaram no Facebook. É muito carinho..

mas a verdade é que não consigo mais ter hoje em dia o mesmo tempo que eu tinha há mais de 3 anos, quando comecei o blog.

Nunca expliquei aqui que levo praticamente 2 dias pra fazer um post. Entre comprar os ingredientes, fazer o doce, lavar/guardar tudo, fotografar, editar as fotos, editar a receita (é raro eu fazer uma receita copiada de algum lugar.. sempre preciso anotar as quantidades e modo de preparo), transferir as fotos para o computador, editar a foto, e fazer o post propriamente dito, com texto e fotos, é praticamente esse tempo.

Como não tenho patrocinador, e absolutamente tudo sou eu que faço sozinha, preciso de mais tempo para mim hoje em dia.

Mas não vou mais ficar tanto tempo sem postar. Isso é fato e promessa : ))

 

Bem, à receita:

Ultimamente é tanta gente falando sobre Oreo (o famoso biscoito americano recheado com creme de baunilha, fininho e bem escurinho, com sabor meio caramelizado), que cheguei a pedir ao meu irmão que me trouxesse alguns dos EUA para testar em receitas.

Conheço o biscoito há muuuitos anos. No entanto, tenho visto fotos de sites americanos, tão lindas com sobremesas à base dele, que decidi testar algumas.

Nesse ínterim, Oreo começou a ser fabricado no Brasil, o que facilitou e barateou pra todos nós.

Esta é a primeira receita que criei – semana passada – e foi super aprovada pelos queridos a quem servi.

Eu mesma devorei um copo desses – uma bomba atômica calórica, mas divina em sabor e textura.

No pudim, eu cortei com a faca pra ficar em pedaços maiores. No chantilly, ficou assim, rajadinho com o biscoito processado até virar “pó”.

Eu dividi em 4 copos mas realmente sugiro que vocês dividam em 6 ou 8. Porque é tão intenso que dificilmente alguém aguentaria tudo sozinho.

Queria agradecer à Julieta, mãe da minha amiga Raíssa, que me presenteou com essa toalha de renda feita à mão, deslumbrante, com a qual forrei a minha bandeja nova, que inauguro com este post.

A Raíssa, uma menina linda, e amiga sensível, dias depois me trouxe esta orquídea da foto… num dia em que nada teria me alegrado mais. Almas que sentem, almas que se dão. É assim que vou agradecendo à vida por me trazer pessoas tão especiais. Isso vale tudo e todo o resto.

E… o importante é que eu  adoro estar aqui, conversar e trocar ideia com vocês!

No que depender de mim, acreditem, a minha paixão pelos doces será eternizada pelas minhas mãos, ao cozinhar, preparar, fotografar… e nas pontas dos meus dedos, escrevendo.

Obrigada de coração por tanta presença. Vocês são lindas. Sei nem como agradecer!!

<3

 

Para 6 a 8 porções:

Ingredientes:

Cocada Mole:

- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de creme de leite sem o soro
- 1 pacote (100 grs) de coco ralado em flocos
- 3 colheres (sopa) de água para hidratar o coco
- 1 colher (chá) de manteiga
- 1 colher (chá) de baunilha

Pudim de chocolate:

- 7 colheres de sopa (colheres-padrão, niveladas) de açúcar
- 3 colheres de sopa (colheres-padrão, niveladas) de amido de milho
- 1-1/2 colheres de sopa de cacau em pó (usei 100% cacau)
- pitada de sal
- 1-1/4 de xícara de creme de leite (usei o fresco)
- 1 xícara de leite
- 1 colher (chá) de baunilha
- 300 grs de chocolate meio amargo (usei o 70% cacau)
- 1 colher (sopa) de manteiga sem sal
- cerca de 12 biscoitos Oreo cortados com a faca (coloque na geladeira primeiro pra ficar melhor de cortar)

Chantilly com Oreos moídos:

- 250 ml de creme de leite fresco
- 3 colheres de sopa (colheres-medida padrão, niveladas) de açúcar de confeiteiro (pode usar o comum também)
- cerca de 10 biscoitos Oreo moídos (processei no processador), até virar uma farofa bem fina
- 1 colher (chá) de baunilha
- pitada de sal

Preparo:

Da cocada mole:

Numa tigelinha hidrate o coco em flocos grandes na água por 20 minutos.
Esprema bem o coco para retirar o eventual excesso de água e coloque numa panela, juntamente com os outros ingredientes.
Leve ao fogo e deixe ferver por alguns minutos, até formar um creme. (é bem mais fino que o ponto de brigadeiro) – porque será servido gelado e vai espessar muito. Reserve até esfriar (ou coloque na geladeira.

Do pudim de chocolate:

Numa panela, coloque os ingredientes secos e misture com um fouet (batedor de arame).
Acrescente o creme de leite, leite e a baunilha.
Misture bem com o fouet.
Leve a panela ao fogo e mexa continuamente até engrossar.
Retire do fogo e coloque o chocolate picado. Enquanto ainda quente o creme, mexa bem até o chocolate derreter e incorporar bem a creme. Reserve até esfriar (se quiser, coloque numa tigela na geladeira. Cubra o creme com plástico filme).
Depois de frio, acrescente os Oreos cortados. Reserve.

Do chantilly com Oreos moídos:

Na tigela da batedeira coloque o creme de leite. Bata até o ponto de chantilly firme. Acrescente o açúcar, a pitada de sal e a baunilha e bata mais um minuto. Adicione os Oreos moídos e misture. Reserve.

Montagem:

Em 4 copos do tamanho dos da foto, ou 8 copos ou taças menores, monte as camadas (Eu usei a manga de confeitar mas pode ser com a colher mesmo)
- Camada de baixo: cocada mole
- Camada do meio: pudim de chocolate com pedaços de Oreo
- Camada de cima: chantilly com Oreos moídos.
- Decore com um biscoito Oreo inteiro no momento de servir.
Sirva gelado.

===============

Dicas da Lena:

- Imagine dobrar a receita e fazer numa travessa grande, e servir num jantar ou festa.

- Esse pudim de chocolate não é muito doce. Por causa do cacau 100% e o chocolate 70% que usei, poderia até ter um pouco mais de açúcar. Portanto vocês podem provar de acordo com o tipo de cacau e chocolate em barra que usarem. Se acharem necessário, acrescentem mais açúcar.

- A quantidade de chantilly também pode ser aumentada se gostarem muito. O que dou aqui é uma base.

- Na cocada mole usei o coco em flocos porque gosto da textura. Mas podem usar o coco ralado comum, o coco queimado ou até o coco fresco. Só mantenham as proporções.

- Esse parfait pode ser congelado já na taça, por alguns dias.

- Caso faça o dobro da receita numa travessa maior, se quiser congelar é só cobrir com plástico filme e papel alumínio e o tempo de congelamento pode ser de até 2 meses. Sirva com Oreos cortados na faca por cima.

- Só coloque o biscoito Oreo da decoração no momento de servir, para ficar crocante.

- A doçura da cocada mole, a intensidade do pudim de chocolate e a delicadeza do chantilly deixaram esse parfait ‘perfeito’ – vale a pena fazer! Só vale ; ))

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Sorvete de manga e iogurte grego

06/01/2014 by Lena

 

Feliz 2014!

 

No primeiro post deste novo Ano, resolvi descomplicar.

Depois de bater no liquidificador, leve ao freezer..

Primeiro, porque muita gente está de férias. Segundo porque andamos com um calor danado no país inteiro. E de verdade, porque gostei demais desse meu sorvete – invenção : )

Sim, ele tem 2 etapas, e isso eu explico:

Depois de 3 ou 4 horas, coloque os pedaços na tigela da batedeira..

Não quis usar a minha sorveteira porque pouca gente tem uma. E o sorvete pra ficar cremoso, precisa de alguns cuidados:

Pode bater até ficar cremoso, sem deixar ficar líquido..

- Além de precisar de uma base bem cremosa (em geral, as receitas “de verdade” usam apenas uma base de creme inglês, feita com leite e gemas. Um creme cozido.). Delícia, mas enfim, bem mais trabalhoso porque precisa fazer esse creme e depois resfriar. Além do mais, mesmo com essa base, seria preciso uma sorveteira. Ela faz um sorvete cremoso, porque depois de misturados os ingredientes, a mistura é colocada no recipiente próprio  – que está congelado – e fica funcionando em movimentos giratórios durante mais ou menos uma hora – para não formar os cristais de gelo.  Tudo isso pra explicar que não gosto daquele “emulsificante” que deixa o sorvete “liguento”. Por isso tudo aqui é muito natural.

Por isso é que este sorvete precisa primeiro do liquidificador > freezer > batedeira. Mas tudo é fácil!!

Depois da segunda vez no freezer, é só mexer um pouco com uma colher

Explicado isso, quero dizer que o resultado é sensacional. Fica cremoso, intenso, com o sabor da manga mas com a leve acidez do limão que só realça cada colherada na boca.

Sirva com manga cortada assim ; )

De verdade, eu nem ia fazer post, mas quando coloquei uma foto no Instagram, Twitter e Face, algumas pessoas pediram a receita e achei melhor colocar aqui : ))

Para 5 boas porções:

 

Ingredientes:

- 4 mangas tipo “Palmer” descascadas e cortadas em pedaços
- 300 grs de iogurte grego integral
- 1 lata de leite condensado
- suco de 2 limões tahiti (o verde)
- ½ sachê de gelatina sem sabor
- 2 colheres (sopa) de água, para hidratar a gelatina

Preparo:

Hidrate a gelatina:


Numa tigelinha coloque primeiro a água. Polvilhe então meio sachê da gelatina em pó, sem sabor. Misture bem com um garfo. Leve ao microondas por 15 segundos. Retire, mexa novamente com o garfo. Reserve.

- No copo do liquidificador, coloque todos os ingredientes menos a gelatina hidratada.
Bata bem até formar um creme (cerca de 2 minutos).
Acrescente em seguida a gelatina e bata novamente por 1 minuto.
Coloque numa travessa pequena (eu coloquei num pote plástico, sem a tampa), e leve ao freezer por pelo menos 3 a 4 horas.
Retire do freezer, deixe descongelando em temperatura ambiente cerca de 15/20 minutos. Corte com uma faca em pedaços, e coloque na tigela da batedeira. Pode usar a batedeira manual também.
Aguarde até que os pedaços estejam um pouco mais macios (não deixe derreter), para que consiga bater em creme.
É necessária esta segunda etapa para quebrar os cristais de gelo que se formam. Bata por 3 a 4 minutos (ficará numa consistência beeem cremosa – depois você leva mais um pouco ao freezer).
Leve ao freezer entre 40 minutos a 1 hora.

Mexa com uma colher.
Sirva em seguida. 

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Dicas da Lena:

- Usei a manga tipo “Palmer” por quase não possuir fibra. Pode usar a “Haden” também, mas ela contém mais fibra.
- Lembro que este sorvete, como não leva espessante, emulsificante, nem é feito em sorveteira, forma um pouco de cristais de gelo. Mas quando batemos na batedeira, eles são dissolvidos e o sorvete fica beem cremoso.
- Se deixar no freezer até endurecer, os cristais formam-se um pouco novamente. Mas se deixar em temperatura ambiente por meia hora ou descongelar na teclar “descongelar” do microondas por alguns segundos e mexer com uma colher novamente, ele volta a ficar cremoso.
- Eu adorei servir com pedaços de manga bem fresquinha, cortados na hora!
- O limão é fundamental, porque ele ajuda a deixar o sorvete mais espesso, já que leva leite condensado (é o princípio do recheio das tortas de limão). Além do que, dá Um realce de sabor excepcional, já que manga é docinha e contém pouca acidez.

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Bolo de nozes e maçãs

16/12/2013 by Lena

 

Oi gente : )

Estive ausente do blog por algumas semanas porque este fim de ano, especialmente, tem sido muuuito atarefado.

Algumas coisas bem boas, como uma viagem; o Natal que finalmente que será aqui em casa este ano, e algumas outras nem tanto – a que chamo “as variáveis intervenientes da vida”.

Mas em geral, é correria mesmo, pois tenho aproveitado a época para receber pessoas queridas em casa, fazer mais doces do que nunca, ver as minhas revistas de Natal, nem que seja correndo, e decorar a minha casa com a cara de Papai Noel como sempre desejei.

Café da manhã com visita : )É Natal!

Enfim, estou de volta!

 

É Natal!

E porque um post com muuuitas fotos me faria demorar mais para publicar, pelo tempo e trabalho que levam, resolvi passar pra vocês um dos bolinhos que servi nos meus chás da tarde desta época, e pelo qual sou apaixonada, e muito simples de fazer.

Ele fica super úmido, inclusive como a maioria das maçãs é ralada, se não tivesse alguns cubinhos cortados no meio, as pessoas nem adivinhariam que tem tanta maçã.

Predomina o sabor amantíssimo das nozes (pode usar pecãs se preferir), com a delicadeza das maçãs e a umidade que se adora num bolo!

Fiz estes em forminhas de estrelas, e por isso nem vou dizer a quantidade, mas pode fazer em formas de formatos variados. Dou todas as dicas no final ; )

Imaginei esse bolo recheado com doce de leite, ovos moles ou creme de damascos. Mas de verdade, já é uma delícia sozinho!

 

Ingredientes:


do bolo:

- 1 xícara de manteiga ou margarina sem sal
-  3 ovos
- 2 xícaras de açúcar mascavo
- 2 colheres (sopa) de mel
- 1-1/2 xícara de nozes moídas no processador ou liquidificador
- 2-1/2 xícaras de farinha de trigo, peneiradas
- 4 macãs descascadas e raladas no ralo grosso
- 1 xícara de leite ou iogurte
- 2 colheres (chá) niveladas, de canela em pó (pode colocar mais, se gostar)
- 1/2 colher (chá) de sal
- 2 colheres (chá) niveladas, de fermento em pó

da calda de acúcar:

- 1 xícara de acúcar de confeiteiro
- 2 colheres (chá) de suco de limão
- 2 colheres (chá) de água
- canela em pó (opcional)

Preparo:

Do bolo:

Pré-aqueca o forno em 170 graus C.
Unte e enfarinhe forminhas pequenas ou uma forma grande e reserve (nas dicas da Lena explico os tempos de forno dos tamanhos e formatos).
Na tigela da batedeira, bata em creme o acúcar mascavo e a manteiga até até ficar fofo.
Acrescente os ovos um a um, batendo após cada adicão. Desligue a batedeira e raspe as bordas com uma espátula de silicone.
Acrescente o mel, as nozes moídas e alterne o leite com os ingredientes secos peneirados. Raspe novamente as bordas.
Acrescente as macãs raladas (pode cortar um pouco delas em cubinhos pequenos para dar uma textura ao morder).
Coloque a massa na forma grande ou nas formas menores e leve ao forno pelo tempo de acordo com cada tamanho (vide abaixo em “Dicas da Lena”)

 - da calda:

Misture todos os ingredientes numa tigelinha e despeje às colheradas sobre o (s) bolo(s) depois de desenformados.

————–

Dicas da Lena:

- O tempo de forno para assar dependerá dos tamanhos das forminhas que você usar.
    Eu fiz algumas estrelas com cerca de 12 cm de diâmetro , mais alguns em formas de muffins.
Os muffins ficaram prontos em 35 minutos. Retirei estes primeiro do forno, e as estrelas  continuaram por mais 5/6 minutos.
Se fizer em forma de buraco no centro, levará cerca de 1 hora.
- Em assadeira retangular (para cortar em quadrados depois), cerca de 45 minutos.
- Em assadeira redonda vai depender do diâmetro. Quanto mais larga a forma, mais bajxo o bolo porém assará um pouco mais rápido.
- Em qualquer caso, porém, vale mesmo é quando enfiar um palito no centro e sair seco. 
- A calda de acúcar é opcional mas eu acho lindo e  combina muito bem com esse estilo de bolo.
- a espessura da caldinha você escolhe, acrescentando ou diminuindo a quantidade de líquidos.

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Bolo mármore

07/11/2013 by Lena

 

Às vezes a vida me surpreende de forma tão boa, que fico pensando o quanto deveríamos focar muito mais nesses momentos, do que ficar resmungando das coisas que atrapalham o caminhar.

Há algum tempo eu curti no Instagram a foto de um lindo bolo feito pela Raquel que mora em Nova York. Só então percebi que a receita era do meu Bolo de Nutella.

 

Comentei na foto que estava lindo, e que “pena que aqui no Brasil estas formas são raras de encontrar; e quando sim, caríssimas”.

Não demorou horas até que ela me dissesse que compraria uma igual pra mim e me mandaria por um portador .

Inicialmente, fiquei sem jeito, mas minha paixão por formas é tão imensa que agradeci e disse que não poderia recusar! : ))

A verdade é que eu queria fazer não um – mas vários bolos diferentes nessa forma (ainda farei).

Mas como o Bolo Mármore estava na minha lista do blog há muito tempo, escolhi para inaugurar essa belezura.

Coloque as duas massas alternadamente...

Mas voltando às coisas bacanas da vida…

Sempre digo aqui e por onde passo: “São essas coisas que valem a vida”

... e faça movimentos com um cabo de espátula.

Porque de verdade, que maior carinho do que receber um presente de quem ainda nem conhecemos pessoalmente?

Claro que eu mesma já fiz isso inúmeras vezes. Por isso mesmo dou tanto valor quando recebo <3

Aproveitei que meu irmão chegou de viagem e vinha me visitar, pra arrumar uma mesinha de café com o bolo.

Obrigada; muito obrigada Raquel!

 

Ingredientes:

 

Do bolo:

- 4 ovos
- 2 xícaras de açúcar
- 250 grs de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
- 2-1/2 xícaras de farinha de trigo, peneiradas
- 3 colheres (sopa) de leite
- 1 colher (chá) de baunilha
- ¼ colher (chá) de sal
- 3 colheres (sopa) de cacau em pó peneiradas (usei 100% cacau)
- 2 coheres (chá) de fermento em pó

Da cobertura:

- 1 lata de leite condensado
- 1/3 de xícara de cacau em pó 100%
- 1 colher (sopa) de manteiga sem sal
- 100 grs de chocolate ao leite
- 1 colher (sopa) de glucose de milho
- 1 colher (chá) de baunilha
- ½ lata de creme de leite sem o soro

Preparo:

- do bolo:

Pré-aqueça o forno em, 170 graus C.
Unte e enfarinhe uma forma de buraco no meio. Reserve.
Na tigela da batedeira, bata a manteiga, açúcar, ovos e baunilha até incorporar bem.
Acrescente a farinha de trigo, o leite, o sal e o fermento. Raspe as bordas da tigela e bata até misturar.
Passe pouco mais da metade da masa para outra tigela. Reserve.
À massa que ficou na tigela da batedeira, agregue o cacau em pó e bata só até incorporar.
Vá colocando “montinhos” alternados das duas massas, dentro da forma.
Com o cabo de uma espátula, faça alguns movimentos circulares para misturar a massa.
Leve ao forno por cerca de 45 minutos ou até enfiar um palito e sair limpo.
Aguarde 20 minutos após a retirada do forno, para desenformar.
Passe uma faquinha de ponta arredondada, delicadamente, entre a forma e o bolo, para “desgrudar” e desenforme.

- da cobertura:

Numa panela, coloque todos os ingredientes, menos o creme de leite.
Leve ao fogo e alterne misturando com um fouet e uma espátula de silicone (para a cobertura ficar lisinha, sem grumos), até quase o ponto de brigadeiro de enrolar.
Diminua o fogo, acrescente o creme de leite, mexa por mais 1 minuto.
Retire do fogo. Aplique morna sobre o bolo.

Ovos, manteiga e açúcar batidos juntos pra simplificar

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Separando a massa em duas partes. Na da batedeira é acrescentado o cacau

Dicas da Lena:

-  Essa forma é deslumbrante, mas uma forma simples, elegante e linda é a de bolo inglês. As fatias ficam lindas quando cortadas.

- Se quiser fazer um bolo baixinho, em assadeira retangular, congele e presenteie nas festas de fim de ano.

- Esse bolo me surpreendia a cada fatia cortada. Porque a gente nunca sane qual desenho do marmorizado vai aparecer. Essa primeira fatia estava linda, mas algumas saíam com “nervuras” bem fininhas de chocolate escuro no bolo branco. Só que no afã de comermos, esqueci de fotografar. Hehe…

- O ponto da cobertura é assim meio denso mesmo. Nada de caldinha rala, hein gente? :-***

Eu coloquei tudo junto na panela pra fazer a cobertura porque usei creme de leite fresco, que é mais líquido.

 

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Linzer Torte (e 3 anos de aniversário do Blog!)

07/10/2013 by Lena

Este é um post especial. Na verdade, em agosto o Blog fez 3 anos, e eu não comemorei…

Pensei em fazer um bolo, mas coisas aconteceram e acabei nem anunciando o aniversário.

Semana passado eu estava no Rio, e fui encontrar uma amiga do facebook, que pessoalmente ainda não conhecia, mas que há meses conversávamos e eu já sabia que ela era uma pessoa muito especial.

Ganhei um presente tão lindo, e fiquei tão feliz – não somente pelo presente – mas pelo gesto de carinho, pela delicadeza dela ter comprado um bule de chá belíssimo, e guardado, esperando minha próxima ida ao Rio, pra me entregar.

Foi um encontro rápido; um café num fim de tarde, meio de semana.

Mas intenso de conversa, sorrisos, trocas e carinho. Quando a Cláudia me entregou a caixa, abri sem sequer imaginar que os meus chás daqui pra frente teriam um novo protagonista: um bule que pareceia ter saído do livro de “Alice no país das Maravilhas”!

Ela observou que sempre posto, se não aqui no blog – nas redes sociais – fotos com chás pra receber pessoas queridas, ou até mesmo nos meus momentos de paz no meio da tarde, sozinha e feliz : )

Sempre acho que uma pessoa que repara nos gestos da outra para procurar um presente que lhe encante, merece todo meu respeito e admiração. Identifico-me com isso, porque sou assim também. Às vezes uma frase, uma conversa rápida me dá uma dica das preferências de alguém.

Voltei pra São Paulo toda pimpona com meu bule novo, e certa de que faria uma receita que há anos queria repetir; que adoro, mas nunca mais havia feito… e decidi pela Linzer Torte.

Fui à Áustria só uma vez na vida. E já havia comido umas poucas vezes a Linzer aqui no Brasil, mas naquela confeitaria tão linda, me prometi testar essa receita em casa. Fiz duas vezes, e nunca mais…

Esperando o forno

A receita original leva avelãs na massa. Eu amo e tenho sempre em casa, mas resolvi fazer a versão (também muito encontrada), com amêndoas porque acredito ser mais fácil de encontrar em quase todo o nosso país.

Processar as amêndoas até uma farinha

Além disso, eu sabia que um dos meus chás preferidos – 0 inglês, de frutas vermelhas – harmonizaria com perfeição. E assim, inaugurei meu lindo bule : )

E assim, comemoro 3 anos do Blog! Com tudo que mais adoro: chás, louças, torta, framboesa, e amor.

Porque só com muito amor é que cheguei até aqui e a vida me permitiu conhecer pessoas tão queridas.

Agradeço a cada um de vocês por virem aqui me prestigiar; fazerem meus doces, me incentivarem, comentarem, e me deixarem recados de carinho!

Muito obrigada!

Ah! Nunca comentei isso – mas meu blog recebe uma média de 60 a 70.000 visitas por mês > cerca de mais de 2.000 por dia!

Isso é pra comemorar, não é?

Beijo grande!

Obrigada, Claudinha : )

(Para 8 fatias generosas..)

 
Ingredientes:

Para o recheio:

- 400 grs de framboesas congeladas
- 1 xícara de açúcar

Para a massa:

- 1-1/2 xícara de farinha de amêndoas
- 1-1/2 xícara de farinha de trigo peneirada
- 1 xícara de açúcar
- 1 ovo pequeno
- 1 tablete ( 200 grs) de manteiga sem sal
- raspas de um limão
- ¼ de colher (chá) de sal
- 1 colher (chá) de baunilha

Para pincelar:

- 4 colheres (sopa) de leite
- açúcar cristal fininho ou comum, para polvilhar

Preparo:

do recheio:

Numa panela coloque as framboesas congeladas e o açúcar.
Leve ao fogo médio até começas a ferver, mexendo sempre. Abaixe o fogo e continue a mexer de vez em quando, por cerca de 20 minutos, ou até que a framboesa evapore quase todo o líquido e encorpe, formando uma geleia. Passe para um recipiente de vidro e leve para esfriar na geladeira, enquanto você prepara e assa a massa.

da massa:

- Se não encontrar farinha de amêndoas, passe amêndoas levemente tostadas numa frigideira ou forno (e resfriadas), por um processador, em duas vezes, para não sobrecarregar o processador. Para ajudar a refinar as amêndoas, processe juntamente com ¼ de xícara da farinha de trigo da receita da massa, em cada metade. (o restante da farinha você coloca ao fazer a massa – perfazendo 1-1/2 xícara no total).
- Na tigela da batedeira, coloque a farinha de amêndoas, a farinha de trigo, o açúcar, as raspas de limão e o sal. Bata por alguns segundos para misturar.
- Acrescente a manteiga em pedaços e bata até que forme uma espécie de “farofa”. Coloque então o ovo e a baunilha e bata até a massa unir.
- Divida a massa em duas partes (uma um pouco maior que a outra). Embale em plástico filme e leve à geladeira por cerca de 1 hora.
- Pré-aqueça o forno em 170 graus.
- Coloque um pedaço de papela manteiga sobre uma superfície. Retire a massa de quantidade maior da geladeira e coloque sobre o papel manteiga. Sobre a massa, coloque outro pedaço de papel manteiga e com o rolo de massa, estique-a até fica de diâmetro um pouco maior do que a forma baixa de fundo removível.


- Posicione a forma ao lado da massa aberta, retire o papel manteiga de cima (foto), e com as duas mãos, leve rapidamente o papel para a forma, de maneira que a massa fique por baixo, para preencher o fundo e as laterais da forma (foto).

Pressione a massa com as pontas dos dedos (ainda com o papel), ao redor dos cantos e laterais da forma. Retire o papel com cuidado, e com uma faquinha, retire das bordas o excesso de massa (pode reutilizar ou fazer biscoitinhos se sobrar).

Transfira a massa para a forma, ajeite, e retire o papel de cima

- Espalhe a geleia sobre a massa (foto)

- Abra a outra parte da massa entre 2 folhas de papel manteiga como acima. Com um cortador de pizza corte em tiras iguais (foto).


- Com uma espátula de confeiteiro ou uma faca comprida, transfira cada tira para cima da torta formando uma treliça (foto).

Esperando o forno

- Pincele as tirinhas com leite e polvilhe com o açúcar (foto).
- Leve a torta por 15 mn ao freezer e em seguida ao forno por cerca de 50 minutos (abaixe o forno após 15 minutos).
- Deixe a torta esfriar completamente para desenformar.

============

Dicas da Lena:

- A forma que usei tem 4 cm de altura e 24 cm de diâmetro. Pode usar um pouquinho maior que isso. Para esse tamanho, sobrou um pouquinho de massa e fiz biscoitinhos.

- A geleia pode ser feita com até 15 dias de antecedência. Guarde num vidro na geladeira. E pode utilizar geleia comprada se preferir.

- Como expliquei, a Linzer Torte é feita também com avelãs. Também deverá tostá-las um pouco, antes de processá-las.

- Eu esperei a torta esfriar completamente (depois de 2 horas em temperatura ambiente, eu coloquei na geladeira). Depois de fria, usei uma espátula de metal larga  pra retirar do fundo falso (a forma que usei tem fundo falso).

- Essa torta congela perfeitamente por até 3 meses. Já é uma boa ideia pra fim de ano. Café da manhã de Natal, presente, etc.

- Na receita original vai um pouquinho de canela na massa, que aqui omiti. Se gostar, pode usar.

 

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Bombocado de queijo da Vó Victória

11/09/2013 by Lena

 

Difícil o doce de infância que não me lembre dela…

Foram tantos os nossos aniversários com as mesas de doces inteiramente preparados por ela (e com a minha ajuda – sempre), que cada bocado é uma memória. Cada “bombocado”…

Nem precisava.. nem precisava ser dia de festa. Quando minha avó passava os meses conosco em Curitiba, ou Belém – ou durante as férias que passávamos em São Paulo com ela – havia sempre uma das cristaleiras antigas com todo tipo de doce, compota, sobremesa.

|Este bombocado é uma delícia. Tem o sabor do queijo meia cura, um toque de parmesão, macio, com uma ajuda dessa calda aromática de cravinhos e baunilha (nenhum ‘gosto de ovo’, fiquem tranquilos), que dá uma umidade à cada docinho.

 

Eu servi com um chá inglês, de frutas vermelhas (nem sei se é o que mais “harmoniza”, mas eu adoro esse chá). O que vai muito bem, é  café ou vinho de sobremesa.

Enquanto desenformava, devorei 2 ou 3 assim, ainda morninhos, de olhos fechados, e voltei décadas da minha vida.

Bons tempos. Felizes e doces.

Tomara que vocês gostem. E façam : )

 

Cerca de 18 unidades (depende do tamanho das forminhas)

Ingredientes:

- 400 grs de açúcar
- 1-1/2 xícara de água
- 4 cravinhos
- 1 colher (chá) de manteiga sem sal
- 1-1/2 xícara de queijo meia cura ralado
- 3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
- ½ xícara de farinha de trigo
- ½ colher (chá) de fermento em pó
- 6 ovos
- 1 colher (chá) de baunilha

Preparo:

Numa panela grande, faça uma calda com o açúcar, a água e os cravinhos. Deixe ferver por aproximadamente 6 minutos em fogo baixo, ou até engrossar levemente.
Desligue o fogo e coloque na calda quente, a manteiga.
Espere amornar e acrescente os queijos e a farinha de trigo peneirada com o fermento. Mexa bem e deixe descansar por 1 hora e meia. Enquanto isso, unte com manteiga derretida e polvilhe com açúcar, cerca de 18 forminhas de empadas (dependerá do tamanho).
Após esse tempo, numa tigela, peneire os ovos, acrescente a baunilha e misture com um fouet. Retire os cravinhos. Acrescente à mistura da panela e mexa bem.
Pré-aqueça o forno em 190 graus.
Forre uma assadeira retangular com papel alumínio e preencha as forminhas com 2/3 da mistura (eu uso uma pequena concha).
Leve a assadeira com as forminhas para assar. O forno deve estar quente e continuar assim para ficarem bem dourados por cima e nas bordas.
Após cerca de 35/40 minutos, teste com um palito. Se sair seco, estão prontos.
Deixe resfriarem por uns 10/15 minutos, e com a ponta de uma faquinha, libere as bordas.
Aguarde mais uns 15 minutos e com uma faquinha de ponta redonda, enfie nas bordas, fazendo movimentos para soltarem dos fundos das forminhas. Desenforme todas e deixe esfriar sobre um prato grande.
Sirva em temperatura ambiente.

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Dicas da Lena:

- Algumas vezes fiz esses bombocados em tamanho “festa”. Ou seja, em minúsculas forminhas, de cerca de 3 cm de diâmetro. Delícia.

- Há muitas receitas de bombocados de queijo que também levam coco. Estes, não. Queijo é queijo ; )

- Usei o processador para ralar o meia cura mas podem ralar no ralo grosso do ralador manual. Depois desmanchem um pouco os pedacinhos com a mão.

- Pode usar canela no lugar do cravo, na calda. Mas nunca deixe de aromatizar.

- Os ovos devem ser em temperatura ambiente.

- Estes bombocados ficam ainda melhores no dia seguinte, ou 2 dias depois. Após esse tempo, geladeira por até 4 dias. Sempre em recipiente fechado.

- Podem congelar perfeitamente, por 3 meses.

-  Numa caixa, e um laço, é presente que todo mundo quer.

 

 

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Laranjinhas cristalizadas (tirinhas das cascas)

13/08/2013 by Lena

Há alguns anos venho postando fotos nas redes sociais, das minhas casquinhas de laranjas cristalizadas.

Até já as coloquei em alguns posts, como nesta “Rosca de Laranja”.

Não achava que as pessoas apreciassem e se interessassem tanto. Foram muitas as vezes que me pediram, e pelo trabalho que dá, achava que não adiantaria fazer um post…

Mas , continuaram pedindo, e então resolvi compilar todas as fotos do passo-a-passo e explicar aqui esta delícia, que na minha versão, é bem “carnuda”, pois utilizo também a parte branca das cascas, e retiro o amargor com o processo de troca de águas.

Coloco as tirinhas numa tigela com água, e vou trocando por 2 dias

Bem, isso é que torna este docinho dos deuses um pouco trabalhoso. Mas garanto, e muito, que vale a pena. Até porque, às vezes compramos laranjas tão lindas, que dá um dó jogar as cascas fora.

Na minha versão, eu ralo levemente alguns pontos das cascas na laranja ainda inteira, para deixar o docinho mais macio, já que as cascas tendem a endurecer um pouquinho depois de secas e cristalizadas.

Preciso explicar aqui (muuuita gente me pergunta por que “laranja baía” pode ser importada?..)

No Brasil deram o nome de “laranja-baía” (sem a letra h, gente) para a internacionalmente conhecida como “navel orange”.

Navel em inglês quer dizer “umbigo”. Isto porque uma de suas extremidades pode lembrar um “umbigo”.

Corto primeiro cascas largas...... depois em tirinhas

Enfim, o nome laranja baía é apenas a mesma navel orange que encontra-se em vários países. As que encontramos aqui em São Paulo importadas, são ou da Espanha ou do Uruguai. Não só as cascas são de cor mais forte, mais ”alaranjadas”, porém bem mais bonitas, sem aqueles pontinhos pretos. Os gomos são mais deliciosos também; mais doces e sabor mais intenso. É isso : )

... depois em tirinhas

Se quiser em cubinhos, pra recheios de roscas, depois das tirinhas, corte assim

Também prefiro passá-las no açúcar de confeiteiro porque o resultado é muito mais delicado do que com açúcar refinado (o comum). Mas pode fazer com qualquer um dos dois.

Também coloco um toque de suco de limão no momento de fervê-las na calda, para quebrar um pouco do doce e dar um “up” no palato.

Faço uma outra versão já em cubinhos (mostro em algumas fotos aqui), em épocas de fim de ano. Guardo bem, e substituo em grande parte por aquelas “frutas cristalizadas fake” que vendem por aí em cubinhos, e cuja a maioria é sem sabor, pois são feitas de cascas de mamão. Vocês não imaginam a maravilha de sabor cítrico que transformam-se os pães doces, roscas, bolos de frutas secas, rolls, pães de mel, e tudo mais!

 

Os cubinhos, depois de escorridos da última fervura (na calda), secam na assadeira

É tão bom a gente saber fazer um doce com qualidade, sem depender de ter que comprar, e muitas vezes pagar tão caro…

E garanto que essa laranjinha cristalizada, “carnuda” assim, nem existe à venda. Sou uma aficionada por doces assim, por isso sempre olho, compro, para provar. Por isso há muitos anos resolvi fazer as  minhas.

Aliás, meu primeiro post foi de rodelas de laranjas glaceadas – um processo parecido nas etapas, mas com uma finalização e recultados diferentes.

Inspiradas nas vitrines de uma das minhas lojas favoritas no mundo: a “Fortnum & Mason” de Londres.

Minhas Laranjas glaçadas - o primeiro post do blog!

São lindas e elegantes pra servir num chá, ou como complemento de um jantar.

Vejam aqui as Laranjas glaçadas em fatias.

Bem, com tudo isso, criou coragem? Vale a pena. Vamos lá!

 

Tempo de preparo, contando com tempo de secagem e cristalização: 3 a 4 dias

 

Ingredientes:

- 3 laranjas-baía (usei as importadas, cujas cascas são mais bonitas)
- 2 xícaras de açúcar
- 4 a 5 xícaras de água
- 1 colher (sopa) de suco de limão
- açúcar de confeiteiro ( se não tiver, pode usar o comum) para envolver as casquinhas

Preparo:

- Rale levemente algumas partes das cascas das laranjas inteiras. Não é para ralar a casca toda. É apenas para que algumas partes fiquem mais macias. Apesar da cor bonita, as cascas tendem a deixar o docinho mais endurecido após a secagem. Mas se quiser, pode fazer sem ralar. Eu já fiz.
- Sobre uma tábua de carne, corte as 2 extremidades de cada laranja.
- Apoie cada laranja sobre uma extremidade cortada e com uma faca afiada, corte as cascas no sentido com comprimento, procurando cortar também as partes brancas.
- Faça um acabamento nas cascas: com uma faquinha, corte as bordinhas irregulares, formando um “retângulo” com cada casca.
- Corte cada tira larga de casca, em tirinhas de app. 6 mm.
- Coloque todas as tirinhas em uma tigela com água que as cubra bem, e deixe na geladeira.
- Troque essa água 3 vezes ao dia, durante 2 a 3 dias.
- Após esse tempo, escorra essa água, e coloque as tirinhas numa panela com água fervente e deixe em fogo baixo por aproximadamente por 30 minutos. Escorra.
- Na mesma panela, coloque o açúcar, a água e o limão e leve ao fogo. Mexa até o açúcar dissolver. Quando começar a ferver, coloque as cascas fervidas previamente e deixe ferver em fogo brando por aproximadamente 1 hora ou até que a calda engrosse levemente e as cascas estejam macias.
- Passe por uma peneira com uma tigela por baixo. Guarde a calda que escorreu ,num vidro, na geladeira, para aproveitar em bolos, sorvetes, panquecas, etc.
- Depois de drenadas as casquinhas, espalhe-as numa assadeira de preferência forrada com uma folha de silicone. Se não tiver, pode ser numa assadeira de teflon.
- Deixe “secando” por aproximadamente 24 horas, num ambiente interno, porém arejado. Vire as casquinhas a cada 3 horas.
- No dia seguinte, polvinhe bastante açúcar de confeiteiro por cima das casquinhas, e com as mãos, envolva-as nesse açúcar. Pode ser açúcar comum, porém o de confeiteiro as deixam mais delicadas e não tão doces.
- Deixe novamente secando, envolvidas no açúcar. Dê preferência a uma superfície onde entre sol, pois ele ajuda rapidamente no processo de cristalização.
- Esse tempo dependerá da umidade do ar. Em cidades muito úmidas, se não tiver sol, é provável que seja necessário deixá-las por um dia a mais, e ainda assim, uns 30 minutos no forno previamente aquecido em temperatura bem baixa – e desligado), para finalizar a cristalização (depois de todas essas etapas cumpridas).
- Quando estiverem sequinhas, retire o excesso de açúcar e guarde-as num vidro hermético, na geladeira. Duram até cerca de 30 dias assim.

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Dicas da Lena:

- Se quiser dobrar a receita, será ótimo. Eu recomendo. O único tempo a mais será no momento do corte das cascas. Mas vale a pena.
- No freezer pode guardar até 3 meses.
- Sirva com café, chá, ou decore bolos de laranja, pães doces, pudins, crepes.

 

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Bolo de amendoim recheado com peanut butter, cobertura de chocolate e praliné de amendoim

18/07/2013 by Lena

 

 

 

Algumas coisas deixam-me muito feliz.

Entre elas,  criar um doce especialmente para uma pessoa querida. Sabe quando você gosta muito de um ingrediente? Pois é… a filha de 13 anos de uma amiga minha, adora manteiga de amendoim. Vou aqui chamar mesmo de “peanut butter”, pois sinto muito à indústria brasileira, mas ainda nem tentaram fabricar uma peanut butter tão boa quanto as americanas. Por isso, enquanto encontrar para comprar, só usarei dessas. Porque o bom resultado de um doce depende 50% da qualidade dos ingredientes. Os outros 50% eu entrego à divindade da Cozinha… uma espécie de deus onipresente entre as paredes daquele lugar mágico onde mora o nosso fogão, nosso forno, nossa bancada…

Há poucas semanas, recebi minha amiga Daniela para mostrar como faço Bolo de Fubá. Dani tem uma filha linda, a Sabrina – Sassá, pra gente – que adora cozinhar; é uma gourmetzinha, e inclusive já fez o Bolo de Nutella!

Aproveitei e fiz uma massinha pra gente jantar.. um capellini com funghi porcini, logo depois da aulinha.

Mas eu queria uma sobremesa que deixasse a Sassá feliz. Que ela soubesse que pensei nela, e por ela.

Então pensei num bolo com amendoim, um recheio de peanut butter, uma cobertura de chocolate (harmonização perfeita), e um contraste de texturas: a crocância de um praliné de amendoim.

O praliné, antes de ir ao processador

A verdade é que nos jogamos nesse bolo, sem culpa… e como sempre digo que esses momentos é que valem a vida, na despedida, entreguei a Sassá e Dani meu carinho, meu abraço, e um prato com algumas fatias do bolo – porque o dia seguinte é sempre o melhor dia!

Que vocês sempre lembrem que a mesa leva dedicação, amor e paixão. Sem isso, não adianta nem os melhores  ingredientes <3

 

Ingredientes:

do bolo:

- 1 xícara de manteiga sem sal
- 5 ovos (separar clara e gemas)
- 2-1/2 xícaras de açúcar
- 1-1/2 xícara de amendoim moído finamente (torrados, sem sal e sem pele)
- 1 xícara de leite
- 2-1/2 xícaras de farinha de trigo peneiradas
- 1 colher (sopa) de fermento em pó (colher-medida, nivelada com a faca)
- ½ colher (chá) de sal
- 1 colher de chá de baunilha

da cobertura de chocolate:

- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de creme de leite
- 200 grs de chocolate meio amargo (usei 70% cacau)
- 1/3 de xícara de cacau em pó (se usar chocolate em pó, usar ½ xícara)
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 colher (chá) de baunilha

recheio:

1 embalagem de peanut butter (manteiga de amendoim) de 460 grs.

do praliné (crocante) de amendoim:

1-1/2 xícara de açúcar
- 1 xícara de amendoins torrados, sem sal e sem pele
- pitada de sal

Preparo:

do bolo:

Pré-aqueça o forno a 170º C
Unte e enfarinhe uma forma de buraco no centro. Reserve.
Bata as claras em neve. Reserve em outra tigela.
Na tigela da batedeira, bata as gemas, a manteiga e o açúcar até obter um creme claro e fofo. Acrescente o amendoim moído, a baunilha e bata até misturar. Raspe as bordas da tigela, e alterne a farinha de trigo peneirada com o fermento em pó, e o leite.
À mão, com uma colher grande, acrescente as claras batidas em neve.
Despeje a mistura na forma e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 50 minutos, ou até espetar um palito e sair seco.
Espere uns 20 minutos e desenforme no prato de servir. Reserve.

do praliné de amendoim:

Unte com manteiga uma superfície de mármore ou granito.
Numa panela de fundo grosso, derreta o açúcar em fogo médio. Assim que estiver caramelizado (derretido), acrescente o amendoim e o sal. Mexa até incorporar (panela sobre o fogo).
Despeje sobre a superfície untada. Aguarde uns 10 minutos e com uma espátula levante levemente as bordas para que não grude na superfície (ela pode grudar, mesmo untada). Quando estiver morna, coloque a espátula por baixo e vire ao contrário sobre a mesa. Deixe esfriar e quebre em pedaços médios. Coloque no processador e com a tecla “pulsar”, vá triturando (para quem não tem processador, veja as “Dicas da Lena”, abaixo).

Veja meu post com fotos, do “Praliné de amêndoas“. O modo de preparo é igual.

da cobertura de chocolate:

Coloque todos os ingredientes na panela. Misture um pouco fora do fogo. Coloque a panela sobre o fogo e vá mexendo com um fouet até ficar cremoso. Aguarde 10 minutos e coloque sobre o bolo.

Montagem do bolo:
Corte o bolo ao meio.
Recheie com a peanut butter (manteiga de amendoim).
Coloque a parte de cima do bolo. Despeje a cobertura de chocolate.
No momento de servir, polvilhe o praliné de amendoim. Coloque apenas um pouco e sirva o restante à parte.

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Dicas da Lena:

- Se não tiver processador:

  Coloque alguns pedaços dentro de um pano de copa. Com o martelo de carne ou o rolo de massa, dê batidas e vá quebrando. Segure o pano feito uma trouxinha. Vire umas três vezes e continue batendo. Coloque o crocante numa tigela. Repita com os pedaços restantes.

Guarde o praliné (crocante) num vidro bem fechado. Pode ser em temperatura ambiente.

- Se não quiser fazer o praliné, pode sempre substituir por algumas barras de “pé-de-moleque”. Proceda da mesma maneira para triturar.

- Opcionalmente, coloque por cima alguns amendoins inteiros.

- Somente a massa desse bolo é uma delícia, se feita sozinha. Pode ser também numa assadeira retangular. Corte em pedaços e sirva : )

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Bolo de fubá cremoso com queijo meia cura

01/07/2013 by Lena

 

Quem não gosta de um bolinho de fubá com café?… Cremosinho então?…

Hoje, uma receita rápida para fazer, mas que levei 2 semanas testando. Existem muitas variações de bolo de fubá cremoso. Quase todas de liquidificador. Compilei todas que eu já tinha em meus arquivos, inclusive o da minha avó, pesquisei mais algumas, e finalmente cheguei a um resultado cuja parte cremosa de cima fica generosa.

O queijo meia cura mais macio ajuda nessa textura divina também. Adorei!

Aproveitei e servi para uma amiga que vinha papear em casa (alguns pedaços ela levou……)

Espere esfriar bem para cortar em pedaços. É preciso que a parte de cima esteja mais firme para não desmanchar.

Algumas receitas pedem queijo parmesão ralado. Se quiser, até pode acrescentar umas 2 colheres de sopa, além do meia cura. Eu não coloquei e preferi assim : )

Ingredientes:

 (lembro que as medidas de xícaras e colheres são sempre na xícara e na colher medidora. Nivele com uma faca.)

Xícara medidora de 24o ml.
- 3 colheres (sopa) de manteiga
- 4 ovos
- 1 xícara e meia (chá) de fubá mimoso
- 1 xícara de (chá) de queijo tipo minas meia-cura, ralado no ralo grosso.
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 4 xícaras (chá) de leite
- 2 xícaras xícara (chá) de açucar
- 1 colher (sopa) de erva-doce

Preparo:

Pré- aqueça o forno a 180 graus centígrados.

1- Bata no liquidificador a manteiga, o leite, os ovos e o açucar.

2- Junte o queijo, o fubá, a farinha de trigo e o fermento. Bata bem.

3 – Coloque a erva-doce no copo do liquidificador (desligado), e à mão, com uma colher, misture na massa.

3- Unte com manteiga e polvilhe com açúcar uma assadeira retangular de cerca de 27 x 22 cm.

4- Despeje a massa na assadeira e asse em forno previamente aquecido, por mais ou menos 50 minutos

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Dicas da Lena:

 

- Se não gostar de erva-doce, substitua por 2 colheres (chá) de baunilha, ou raspas de laranja.

- Usei o queijo minas meia-cura, mas há alguns bem mais firmes que outros. Usei um tipo mais macio e picante. Ficou ótimo no sabor do bolo.

- Este bolo não é indicado para fazer em forma de buraco no meio.

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Tiramisù e Uma temporada na Toscana (parte II)

19/06/2013 by Lena

 

 

Voltei há 3 semanas e ainda consigo fechar os olhos e enxergar tudo na retina da memória.
Consigo ouvir os sons e sentir os perfumes. Às vezes o vento era tão forte que as imensas árvores sob minha janela pareciam oferecer seus galhos e suas folhas para que o tronco permanecesse inteiro… e nenhum galho foi arrancado. Lembrava a cada instante dos ditados eternos sobre vergar para não quebrar.. e ainda duvidava, pelas fortes ventanias em dias de tempestade, que isso seria possível. Passadas as chuvaradas eu olhava para a grama e não havia nenhum galho pra me fazer crer que era a minha descrença quem falava mais alto do que a sabedoria da vida…


Pensei em tornar-me mais flexível em tantas coisas nas quais a rigidez me arrancara por tantas vezes momentos e situações, que poderiam ter sido tão melhores. Claro que eu sei disso há tanto tempo. E quantas vezes repeti a mim mesma: “Do you want to be right or do you want to be happy”? (“Você quer ter razão, ou quer ser feliz?”). Muitas vezes escolhi ser feliz. E outras, teimei em ter razão… tsc, tsc.
Algumas coincidências (não acredito em coincidências..) nessa viagem me fizeram entender que quando estamos em absoluta comunhão com a Paz, com espírito livre e dando permissão às dicas que a vida nos dá, a nossa percepção aumenta em negrito. E nos autoriza a captar os ensinamentos dos caminhos das boas coisas.

O telhado da casa...

Um dia, parei o carro, e atravessando o jardim, notei que a roseira de rosas vermelhas e brancas, havia florido repentinamente, colorindo a parede murada da entrada com suas pinceladas de vermelho. Pensei em colher algumas delas para colocar no único vasinho da casa, entrando direto para a cozinha buscando a tesoura. No caminho em direção à porta da casa, passei pela mesa de centro, olhei, e deparei-me com um vasinho minúsculo, e várias rosas vermelhas e brancas, e um bilhete da Patrizia… No borgo havia uma arrumadeira que a cada 3 dias trocava os lençóis e toalhas da casa. Naquele dia cedo, eu havia deixado num pratinho em cima da mesa da sala de jantar, uma fatia do meu Bolo de Gianduia (uma espécie de “upgrade” do meu Bolo de Nutella aqui do Blog), e um bilhete dizendo que gostaria que ela experimentasse. Ela, querendo retribuir, desceu e colheu as mesmas rosas que eu queria colher quando voltei pra casa… deixou um bilhete agradecendo e dizendo que o bolo estava “delizioso”, e que ela deixou as rosas para mim, em retribuição…

 Fiquei impressionada. Porque podiam ter sido outras flores, podia ter sido só um bilhete, mas foram as rosas que eu estava indo prontamente cortar do jardim.


Acredito que a Paz que eu mesma sintonizei era tão grande, que comungava as energias boas com todos em minha volta. Pensativa, fui à geladeira, coloquei um vinho na taça e fui sentar na mureta lá fora, sorvendo os goles, a brisa, e as paisagens dos jardins e das colinas, como quem bebe goles de serenidade. Fiquei um pouquinho mais sábia.
Havia dias que eu queria abraçar aquela paisagem. Naqueles em  que se eu não estava viajando num bate-volta às cidades por perto, eu subia para Cortona, a 3 minutos dali, e estacionava num dos mirantes, saía do carro, somente para apreciar aquela pintura de óleo sobre tela, que avistava até o Lago Trasímeno, cerca de 20 km dali.


Por que nosso cérebro não nasceu com uma câmera não é? Sim, tirei uma foto com o celular, que guardo como ouro. Mas queria que dentro de mim ela jamais se tornasse um borrão verde. Quero cada árvore, cada campo, cada cipreste, em cores vivas e nítidas.

Assim fazia quando nas estradinhas vicinais, eu avistava uma paisagem possível de fotografar ou apreciar, e entrava levemente com o carro num portão qualquer, atravessando a estradinha e fechando meus ouvidos para tudo no mundo que não fossem aqueles sons da natureza.

Que maravilha poder fazer isso. Voltava ao carro renovada (até para conseguir ficar bem esperta para aquele povo italiano maluco nas estradas, que voam e grudam nas traseiras dos carros, e eu tratava de voltar à realidade, até chegar no destino…)
A única cidade que não fui de carro foi Firenze. Apesar de eu já conhecer bem, queria voltar pra relembrar as outras vezes ali. Mas estacionamento pra carros lá é muito confuso. Preferi sair da minúscula estação de Camucia, viajar de trem 1 hora e 20 e chegar em Firenze tranquila. E assim foi.
Olhei Firenze desta vez de um jeito diferente. Mais maduro e de forasteira. Porque não estava hospedada na cidade, como das outras vezes. Perambulei, caminhei sob um sol escaldante, diferente dos lados toscanos frios que eu estava. “Passei a vista” nos lugares que gosto, e sentei num daquelas trattoria pequenas, numa mesa externa, com toalha de linho, garçom simpático e Chianti frutado. Calmamente devorei metade da cesta de pães com azeite, e pedi costeletas de cordeiro com fiori di zucca empanada e delicada. Uma panna cotta cremosa (já viram minha panna cotta no blog?) e cheia de frutas vermelhas escorrendo, e feliz da vida, passeei mais um pouco, até um daqueles vendedores ambulantes de bandejas tipicas fiorentinas. Faço coleção delas, e na minha cozinha elas tem uma moradia especial. Quando me mudei mandei fazer um apoio na parede para minhas bandejas, como se fosse uma “varanda”, onde todas elas podem ficar me olhando cozinhar e fazer meus doces. Uso todas. Qualquer dia mostro isso num post : )
Eu adoro voltar a cidades que visito só de vez em quando, e lembrar – não como a CIDADE era das outras vezes (até porque Firenze com certeza não mudou nada né? Risos….) mas como EU era antes. E como sou agora. Como me sentia, o que eu fazia, quem eram meus amigos, do que eu gostava, em que eu acreditava, enfim. É um olhar a mim mesma através dos lugares que estive antes.

Se é que eu posso tirar uma conclusão apenas dessa viagem à Toscana, já que são tantas as impressões que ficaram em mim, posso garantir que a maior delas – é que eu fui viver a vida de perto – e ver minha vida de longe. E certamente voltei com a certeza de quem, o que merece minha atenção e meu foco. E meu tempo. E meu sorriso. E minha preocupação.
Esta viagem foi por demais especial, porque mesmo viajando desde criança, nunca permaneci tanto tempo numa cidade só, e com uma casa onde eu entrei já achando que era minha amiga íntima desde sempre.


Sabem o que sinto? Que cada pessoa que ficar naquela casa sentirá uma energia melhor, de vida que flui, de possibilidades, de olhar diferente às mais simples coisas.

Porque assim como trouxe comigo uma pequena parte gostosa da Toscana – sei que ficou um centímetro d’alma minha por lá <3

——————-

O  Tiramisù

Comprei tantos ingredientes e comidinhas que a geladeira estava repleta. Tão repleta que não consegui dar conta de consumir tudo, e com dor no coração, deixei para atrás garrafas de vinho abertas, queijos pela metade, legumes, e uma quantidade de pacotes de açúcar, farinha “00″, polenta, etc, etc, na despensa.
Havia comprado o mascarpone já pensando em fazer o tiramisù mas não deu tempo. Então fiz o que pude, e trouxe-o comigo para o Brasil.
Pote fechado, e bem guardado na geladeira, há alguns dias fiz um jantarzinho familiar em casa, e preparei alguns tiramisùs (tem plural isso? ….) em porções individuais.

Preciso dizer algumas coisas: que há várias receitas, e escolhi (na verdade, criei) uma que não levasse gemas. Sim, no creme apenas o mascarpone, chantilly e açúcar de confeiteiro + baunilha.E fiz um pequenino pão-de-ló (menor do que o da receita abaixo), pois éramos poucos. Fiz apenas 4 individuais. Sobrou sim, o creme, que no dia seguinte comi de colher (!…)


A receita original do tiramisù, sobremesa italiana, que eu considero ser de Treviso (a cidade dos meus antepassados, inclusive), região do Veneto, tem também possibilidade de ser criado em Firenze (Florença), na Toscana. Enfim, como não há um consenso absoluto de sua origem, sigo deliciando-me com sua delicadeza de textura, e basta ; )

Fiz um pequeno pão-de-ló numa forma redonda mesmo. Depois fatiei e cortei com o cortador

Hoje em dia, claro, é bem mais prático e mais comum fazer o tiramisù com “biscoito tipo champagne”, o que é ok também. Eu prefiro o pão-de-ló, que além de ser caseiro, é mais macio e delicado. (você pode também comprar um pão-de-ló no supermercado).
Quanto ao mascarpone italiano, reconheço que no Brasil é muito caro, pelo menos em relação ao que custa na Itália. No entanto há boas marcas nacionais e com resultado ótimo!

Para cerca de 6 porções:

Montei dentro da forminha, mas não precisa.

Ingredientes:

O creme

do pão-de-ló:

- 3 ovos (em temperatura ambiente)
- 1/3 de xícara de açúcar
- ½ xícara de farinha de trigo peneirada
- 1/8 de colher-medida (de chá) de fermento em pó
- 1/8 de colher-medida (de chá) de sal
- ¼ xícara de manteiga ou margarina derretida
- 1/2 colher (chá) de baunilha

do creme de mascarpone:

- 1 embalagem de 250 grs de mascarpone
- 350 ml de creme de leite fresco
- ½ xícara de açúcar de confeiteiro
- 1 colher (chá) de baunilha
- pitada de sal

da calda de café:

(dependendo da sua montagem, poderá usar um pouco menos, ou um pouco mais. Não quantidade exata para a calda).

- 2/3 de xícara de café
- 3 colheres (sopa) de rum, marsala ou licor de café
- 3 colheres (chá) de açúcar

Para decoração:

- Cacau ou chocolate em pó

- Morangos (opcional)

- Doce de leite (opcional)

Preparo:

do pão-de-ló:

Pré-aqueça o forno em 170°C.
Unte e forre uma assadeira retangular de cerca de 28 x 20 cm com papel-manteiga.
Unte novamente e enfarinhe. Reserve.
Coloque a manteiga numa tigelinha e derreta no microondas por 20 segundos. Reserve.
Peneire os ingredientes secos. Reserve.
Na tigela da batedeira coloque os ovos e o açúcar. Bata uns 7 minutos, até formar um creme aerado, claro e fofo.
À mão, mexa delicadamente com uma colher de cabo comprido ou espátula de silicone, acrescentando os ingredientes secos, peneirados. Mexa apenas até incorporar. Acrescente a baunilha.
Em seguida, vá adicionando a manteiga derretida, em fio, sem parar de mexer (à mão), deixando a manteiga escorrer pela beirada da tigela da batedeira, e não diretamente no meio da massa ( A finalidade é não deixar a manteiga ir diretamente para o fundo da tigela, o que acaba pesando na massa e retira o ar – que é o que deixa o pão-de-ló ser leve e aerado).
Despeje a massa na assadeira preparada, e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 20/30 minutos. Depende muito do forno. Portanto, fique de olho e teste com um palito a partir de 20 minutos. Se sair seco, está pronto.

do creme de mascarpone:

Bata o creme de leite em ponto de chantilly. Reserve.
Bata o mascarpone apenas até misturar com o açúcar e a baunilha.
Acrescente o chantilly batido, e com uma espátula, incorpore bem os dois. Reserve.

da calda:
Numa tigelinha ou jarrinha, misture todos os ingredientes. Reserve.

Montagem:
Desenforme o pão-de-ló numa assadeira. Corte em 3 pedaços. E cada pedaço, fatie uma vez. Ficarão 6 “placas” de pão-de-ló.
Para as sobremesas individuais (como nas fotos):

- Com cortadores de cerca de 7 cm de diâmetro, vá cortando o bolo, e colocando num prato grande. Ou corte em quadrados, mais ou menos desse tamanho, com a faca, se preferir. Deve sobrar um pouco de  pão-de-ló. Guarde num recipiente fechado e sirva com sorvete, no café, etc.

Para uma travessa grande:
- Como já existem 6 placas, é só ir montando dentro de uma travessa retangular. Talvez sobre pão-de-ló. Guarde num recipiente fechado e sirva com sorvete, no café, etc.

Para os individuais, numa travessa de servir, posicione os pedaços de pão-de-ló cortados. Regue-os com um pouquinho da calda de café. Por cima espalhe um pouco do creme (ou utilize o bico de confeitar, como fiz).Repita essa operação com mais uma camada. Guarde na geladeira, e no momento de servir, peneire por cima, cacau ou chocolate em pó.
OU para a travessa grande, monte como se fosse um pavê (mas não use todo o pão de ló, que provavelmente será a mais do que o necessário. Eu não digo para fazer uma receita ainda menor, porque não compensa o trabalho e o gasto do forno.) No momento de servir, polvilhe cacau em pó.
- Se usar biscoitos tipo champagne: A montagem é da mesma forma que o tiramisù grande; só que com o biscoito. No caso da montagem individual, com o biscoito, melhor fazer dentro de taças.

Caldinha de café

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