“Clafoutis” de limão siciliano

17/05/2012 by Lena

 

“Clafoutis” é um doce de origem francesa, que na sua versão original é feito com cerejas frescas.

 E o melhor de tudo: absurdamente fácil de preparar.

Atualmente, os clafoutis são acrescidos de blueberries, fatias finas de maçãs, pessegos ou ameixas frescas, mas na verdade qualquer fruta que possa assar e casar com sua leve massa, é bem-vinda…

Outra peculiaridade é formar um “creminho” por baixo da parte superior, que é como se fosse um delicado bolo.

Sua massa não leva fermento, pois a parte líquida é numa proporção grande, e as claras em neve dão uma textura aerada.

Esse creme que forma na parte de baixo... hummmm

Diferentemente dos “puddings” ingleses, que são colocados em formas menores ao assar, para formar maior altura, e um creme quase líquido por baixo (“pudding” na Inglaterra não significa pudim, e sim essa sobremesa assada, também com muito líquido, geralmente servida quente, e acompanhada de creme de leite fresco), e assados em banho-maria, os “clafoutis” são baixos, portanto assados em formas mais largas, e diretamente na grade do forno. 

Esta receita não leva frutas – é apenas um básico de limão siciliano, cujo sabor cítrico é pungente e esplendoroso (claro, eu adoro ~mesmo~ esse limão…). O resultado é maravilhoso para os amantes dessa frutinha amarela e capaz de nos fazer levitar quando fechamos os olhos e sentimos esse sabor… ahhhh!

Tenho um caso de amor com limões sicilianos. Acho a coisa mais linda até na decoração de mesas.

Experimente colocar vários deles num vaso de vidro transparente, entremeados por suas folhas, ou numa linda tigela, formando um monte amarelo como o sol, e simplesmente terá um centro de mesa incrível!

Enfim, qual doce poderia ser mais fácil e simples?

Se eu fosse você, eu faria ainda hoje ; )

 

Tempo de preparo: cerca de 45 minutos

Porções: 6

 

Ingredientes:

-1/4 de xícara de manteiga
- 1-1/4 xícara de açúcar
- raspas de 2 limões sicilianos
- 150 ml de suco de limão siciliano
- 3 ovos, separando gemas e claras
- ¼ de xícara de farinha de trigo
- 250 ml de leite
- 1/4 de colher (chá) de sal
- Chantilly para acompanhar (opcional)

 

Preparo:

Aqueça o forno a 160°C
Na tigela da batedeira, bata as claras em neve e reserve.
Bata a menteiga e o açúcar até formar um creme claro e fofo.Acrescente as gemais e bata mais um pouco. Raspe as bordas da tigela. Adicione o suco de limão, o sal. Bata por alguns segundos. Coloque o leite e a farinha de trigo. Bata em velocidade mínima, até misturar. À mão, delicadamente incorpore as claras em neve.
Coloque numa forma de vidro ou porcelana, generosamente untada com manteiga.
Leve ao forno por cerca de 25/30 minutos. (Não adianta fazer o teste do palito, pois por baixo formará um creminho. Não é para ficar seco).
Sirva quente ou frio. Se quiser, acompanhe com chantilly.

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Dicas da Lena:

 

- Asse o clafoutis na grade superior do forno, para que  fique cremoso por baixo.

- Pode colocar na massa, algumas blueberries, fatias de maçãs, de ameixas frescas, ou até rodelas finas de banana. Fica delícia.

- Se servir quente e acompanhado de chantilly, lembre que este derrete ao contato com o calor. Coloque uma colherada, ao lado do pedaço de clafoutis; não por cima.

- É clássico também decorar o clafoutis polvilhando açúcar de confeiteiro, no momento de servir.

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Barrinhas recheadas de figos, e cobertas com “farofa” doce de coco e aveia

07/05/2012 by Lena

 

Esses quadrinhos são meus xodós: pintados por minha mãe! ♥

Estava há um tempo sem postar, porque durante 10 dias, meu Blog desconfigurou por algum problema interno do WordPress, e precisei contratar um profissional para fazê-lo voltar ao que era antes, o que levou alguns dias.

Após isso, ausentei-me de São Paulo por 8 dias, mas agora começo a semana com uma sugestão saudável e crocante, alternando com a cremosidade da pasta de figos secos, no recheio.

Aqui, servi com minha geleia artesanal de figos : )

Sempre adorei essas barrinhas cuja massa pressionamos no fundo da assadeira, colocamos alguma espécie de fruta ou pasta delas, e por cima, uma farofinha doce, tipo “crumble”.

Eu estava com um pacote de 500 grs de figos secos no armário, e lembrei dessas barrinhas, que ficaram perfeitas com café!

Depois de prontas, podem congelar num tupperware bem fechado, ou levar de presente na sua próxima visita. Na cobertura, flocos de coco adoçados e aveia integral, completam a crocância e sabor.

A ideia é para um chá da tarde, mas a verdade é que morninha, com um sorvete de baunilha polvilhado de canela, é uma sobremesa delícia!

Embrulhada uma a uma, num saquinho de celofane, pode ser congelada e uma boa sugestão para um lanche saudável às crianças na escola.

Os figos, depois de hidratados e fervidos até ficarem macios…

 

 

Ingredientes:

da massa das barrinhas (fundo e cobertura):

- 200 grs de manteiga (ou margarina) sem sal – derretida
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher (sopa) de raspas de laranja ou limão
- 1 clara de ovo
- 1 pacote de coco em flocos secos, e adoçado
- 1/2 xícara de aveia em flocos inteiros
- 1 colher (chá) de baunilha
- Cerca de 3 xícaras de farinha de trigo
- pitada de sal

do recheio de figos secos hidratados:

- 2 xícaras de figos secos
- água o suficiente para cobri-los e mais 5 cm acima, numa panela (hidrata diretamente nela)
- ¼ xícara de açúcar

Preparo:

- do recheio:

- Deixe os figos secos de molho na água (já na panela que irá cozinhar), por no mínimo 5 horas (ou durante a noite).
- Ferva-os em fogo baixo até ficarem bem macios (não darei o tempo aqui, pois depende dos tamanhos dos figos)
- Escorra-os numa peneira, apertando bem para retirar quase todo o líquido.
- Passe por um processador (retire os cabos), até formar uma pasta.
- Volte ao fogo na mesma panela, por uns 4 minutos, até apurar um pouco mais.

- da massa:

Pré-aqueça o forno a 170°C

Na batedeira, bata a farinha, açúcar, manteiga derretida, raspas de laranja, clara de ovo, baunilha, pitada de sal, somente até misturar. Reserve 2/3 dessa massa como está.
No outro 1/3 restantes da massa, acrescente o coco e a aveia em flocos. Misture com um garfo ou na própria batedeira, rapidamente.
Pressione os 2/3 da massa no fundo de uma assadeira retangular, de cerca de 28 x 20 cm, com as mãos.
Leve para assar por cerca de 12 minutos, ou até começar a dourar levemente nas bordas. Retire e deixe esfriar por uns 15 minutos sobre uma grade.
Espalhe por cima, a pasta de figos.
Sobre ela, espalhe com as mãos, a “farofa” feita com o restante da massa + o coco + aveia.
Leve ao forno para assar por cerca de 35/40 minutos, ou até que toda a parte de cima esteja dourada e crocante.
Deixe esfriar completamente sobre uma grade, para cortar em quadrados, com uma faquinha de serra.

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Dicas da Lena:

- As quantidades de farinha, manteiga, podem variar um pouquinho para mais ou para menos. A massa precisa dar liga, e quando pressionada no fundo da assadeira, ficar sólida, porém sem umidade.

- Há vários tipode de figos secos: inteiros (o meu caso), e aqueles em pacote, que são “prensados”. O importante é hidratá-los e retirar todos os cabinhos.

- A quantidade de manteiga também pode variar para um pouco mais, e é possível que precise acrescentar na cobertura, por causa do coco seco e aveia. Não há problema: sinta com as mãos como se fosse “areia úmida”. É o suficiente. Para esfarelar por cima da pasta de figo, vá de pouco em pouco, soltando a farofa apertada com a mão, levemente, formando os grumos.

- Deixe esfriar completamente antes de cortar as barrinhas. E use um papel toalha, para passar na faca, à medida que for cortando, a fim de retirar resíduos que nela fiquem, sem comprometer o próximo corte.

- Se quiser serví-las quentinhas e com sorvete, não recomendo aquecer no microondas, para que a massa não perca sua crocância. Aqueça-as, já cortadas, no forno convencional.

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Bolo de abobrinhas e especiarias, recheado com doce-de-leite

17/04/2012 by Lena

A semana começa e dá uma vontade de um bolo com café no meio ou fim da tarde…

Havia abobrinhas na geladeira e lembrei de um bolo que adoro pra essas horas: o “Zucchini cake”

 

Na verdade, nada mais que um bolo de abobrinhas italianas, raladas no ralo grosso do ralador manual (nem usei processador), porque elas praticamente desmancham-se dentro da massa…

Aliados aos sabores da laranja, limão e canela, e a cremosidade do doce-de-leite, fazem um bolo perfeito e fácil pra matar a vontade do doce descomplicado que agente quer num dia de semana.

Nas “Dicas da Lena”, explico a minha técnica de colocar cremes e recheios dentro da manga de confeitar.

E recomendo sempre ter em casa uns sacos de confeitar descartáveis e um bico tipo “pitanga” grande, pra deixar sempre um bolinho comum com uma carinha mais festiva : )

Quem ainda não conhece essa delícia, posso garantir que até hoje,m todos que comeram, gostaram, surpreenderam-se e ficaram fãs!

Vamos lá?

 

Tempo de preparo: 1 hora e 20 minutos + tempo de resfriamento

Ingredientes:

do bolo:

- 2 xícaras de abobrinhas (tipo italianas) com as sementes retiradas, raladas do ralo grosso
- 4 ovos
- 1 xícara de manteiga ou margarina
- 1-2/3 xícara de açúcar
- caldo e raspas de 1 laranja (usei a baía-importada)
- caldo e raspas de 1 limão (usei o siciliano)
- 3 xícaras de farinha de trigo, peneiradas
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 1 colher (chá) de sal
- 2 colheres (chá) de canela em pó

Recheio e cobertura:

- 500 grs de doce de leite  (usei um mais claro e macio no recheio; um mais escuro e firme na decoração)
- açúcar de confeiteiro para polvilhar (opcional)

Preparo do bolo:

Pré-aqueça o forno a 170°C.
Unte uma assadeira redonda de + ou – 25/26 cm de diâmetro. Forre com um papel-manteiga cortado do tamanho do fundo. Unte o papel-manteiga e as bordas da assadeira, e enfarinhe. Reserve.
Na batedeira, bata a manteiga ou margarina com o açúcar até formar um creme. Acrescente os ovos, bata mais.
Raspe as bordas da tigela. Adicione a abobrinha ralada (esprema o excesso de líquido por uma peneira). Alterne a farinha de trigo, o sal e o fermento em pó, peneirados, com os sucos de laranja e limão.
Acrescente a canela em pó e as raspas de laranja e limão. Bata só até misturar.
Despeje a mistura na assadeira e leve ao forno por cerca de 50 minutos, ou até enfiar um palito e sair limpo.
Deixe amornar, vire num prato, retire o papel-manteiga e vire em outro prato, deixando assim até esfriar completamente.

Montagem:
Corte o bolo ao meio, espalhe o doce de leite, cubra com a outra metade, e com o bico de confeitar, faça algumas “pitangas” de doce de leite mais firme. Polvilhe com açúcar de confeiteiro somente na hora de servir.

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Dicas da Lena:

- Não use mais do que o suco de laranja e limão recomendado na receita, devido à abobrinha já conter muita umidade. Assim o bolo crescerá mais fofo.
- Com o tempo de cozimento, as lasquinhas da abobrinha aparecerão levemente, mas parte dela cozerá juntamente com a massa do bolo.
- Se não quiser colocar doce-de-leite nem no recheio e/ou cobertura, deixe-o sem rechear e faça simplesmente uma caldinha de açúcar de confeiteiro com caldo de limão, e espalhe por cima. Mas eu sinceramente adorei a combinação com o doce-de-leite.
- Se quiser fazer muffins com esta receita, asse em forminhas próprias, por cerca de 25 minutos. E poderá ou não colocar a “pitanga” de doce de leite por cima de cada um.
- Se preferir uma assadeira retangular e não rechear, apenas corte em quadrados depois de completamente resfriado.
- Repare para colocar o doce de leite dentro do saco de confeitar, primeiro eu ponho num plástico-filme. Fecho um pouco, deixando uma leve abertura numa extremidade do plástico-filme, depois coloco tudo dentro do saco de confeitar. Utilizo este método para quaisquer recheios: chantilly, buttercream, marshmallow…


Quando precisar encher novamente, é só repetir o processo com mais recheio e colocar no saco de confeitar. É só puxar o plástico filme para fora assim que o recheio acabar.

doce-de-leite mais cremoso para rechear

 

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Riz-au-lait cremoso (arroz-doce com caramelo e pistaches)

12/04/2012 by Lena

Há muito tempo leio e ouço falar do famoso “Riz-au-lait” do pequeno restaurante francês “Chez L’Ami Jean”.

Da última vez que fui a Paris, em setembro passado, prometi-me conhecer o bucólico bistrô, mas infelizmente, não deu tempo – mais uma vez…

Na varanda...

Fãs incondicionais dessa sobremesa, meus amigos Constance Escobar e Bronza, já haviam me antecipado desejos desse manjar dos deuses.

Essa é a minha versão

Como não o provei, pesquisei na internet, a receita famosa. Que leva crème anglaise (um creme cozido à base de gemas e leite) e chantilly (creme de leite batido).

Originalmente, também, o acompanhamento de caramelo é diferente – uma espécie de mousse, e este que apresento aqui, é uma calda de caramelo mesmo – daquelas de escorrer na colher. Preferi assim, pois é a que eu faço sempre – mais ou menos espessa – dependendo da utilização, e com a qual recheio também meus bombons e ovos de Páscoa. E achei que iria ficar uma delícia. E verdadeiramente, ficou.

Minha versão

 

O contraste da extrema cremosidade (mega calórica, diga-se de passagem) com a crocância dos pistaches verdinhos, sem sal e tostados, e esse caramelo doce e meio puxa-puxa (por isso o riz-au-lait não tem muito açúcar), ficou de comer agradecendo aos Céus!

 

Eu aprovei, e apesar de ter aqui simplificado a receita (para não ter que fazer creme inglês, e bater chantilly, o que demoraria muito mais tempo e sujaria muito mais utensílios) – garanto que jamais comi um arroz-doce tão cremoso e sensacional.

Essa "cocote" em formato de pêra, ganhei da amiga Áurea Teodoro

Doces são por princípio, o seu olhar sobre ele, o seu momento e paladar…

Mas nem é preciso ir à Paris (embora isso seja bom demais…) para fazer uma sobremesa genuinamente comfort food e que, tenho certeza, agradará a todos.

Quem gosta de arroz-doce, apenas o  provará com um nome mais pomposo, mas, enfim, voilà!!

Porções: 10, bem servidas

 

Ingredientes:

do arroz-doce (riz-au-lait):

- 2 xícaras de arroz-bomba (ou carnaroli)
- 6 xícaras de água
- 1 xícara de açúcar
- ½ xícara de leite em pó integral instantâneo dissolvido em 1 xícara de água (fica bem espesso)
- 500 ml de creme-de-leite fresco (350 ml para o arroz-doce e 150 ml, para fazer o caramelo)
- 1 lata de creme de leite sem o soro
- 2 canelas em pau
- 4 cravinhos
- ½ colher (chá de sal)
- ½ colher (chá) de baunilha ( ou baunilha em fava, se preferir)

do caramelo:

- 1-1/2 xícaras de açúcar
- 150 ml de creme de leite fresco
- ½ colher (chá) de flor-de-sal ou sal marinho
- ¼ (colher) de extrato de baunilha (opcional)

- ½ xícara de pistaches sem pele, sem sal, levemente tostados numa frigideira de teflon por 2 minutos

Preparo:

- do Riz-au-lait (arroz-doce)
Numa panela, coloque o arroz e a água, e leve em fogo baixo, fervendo e mexendo de vez em quando, até a água secar quase por completo (cerca de 18/22  minutos – pode variar. E caso ainda não esteja totalmente cozido, acrescente um pouquinho a mais de água).
Acrescente o leite em pó diluído na água, o açúcar, o creme de leite fresco, a canela, os cravos, o sal, e deixe ferver em fogo bem brando, até estar levemente cremoso.
Retire do fogo, e espere esfriar. Retire as canelas e os cravinhos.
No momento de servir, acrescente a lata de creme de leite sem o soro. Se preferir mais úmido, pode colocar com o soro.

- do caramelo:

Numa panela, coloque o açúcar e deixe caramelizar em fogo baixo, mexendo com uma espátula (como para açúcar queimado). Somente até dissolver.
Aqueça o creme de leite fresco numa tigelinha no microondas por 40 segundos. Apague o fogo da panela de açúcar caramelado, e despeje com CUIDADO (para não se queimar, porque o caramelo levantará fervura), e mexa levemente com a espátula. Volte a panela ao fogo bem baixo, e continue mexendo até o caramelo se dissolver por completo no leite, e depois continuar a engrossar. Acrescente o sal e a baunilha. Espere esfriar.

Montagem:

Sirva em uma travessa, e decore com um pouco de pistache no centro. Somente na hora de servir, acrescente um pouco de calda de caramelo no riz-au-lait da travessa, e também em cada porção.
Voilà!!

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Dicas da Lena:

-  O arroz bomba é utilizado na Espanha, em Paellas. Este eu comprei em São Paulo. Mas o pacote é grande, de 2 kg. O riz-au-lait Fica também ótimo com o arborio e/ou carnaroli, italianos, próprios para risotto, e mais facilmente encontrados no Brasil. Os grãos são arredondados e levemente parecidos, com algumas variações.

- Gostar de um arroz mais al dente fica ao gosto de cada um. Se você prefere mais macio, não há problemas. Cozinhe-o por mais alguns minutos após adicionar o creme de leite fresco, na 2ª fervura.

- O pistache pode ser substituído por amêndoas picadas e tostadas. E a calda de caramelo dá o supremo delírio final, mas pode ser omitida, ou trocada por mel. Não recomendo calda de chocolate neste caso.. mas podem fazer uma versão com morangos ou frutas frescas. Mas aí omitm o caramelo e o pistache/amêndoas.

- Se quiser usar a fava de baunilha, você encontra a maneira de usá-la aqui, neste meu post.

- Se porventura onde você morar ( e eu sei que em algumas cidades do norte, não é fácil), não encontrar creme-de-leite fresco, pode substituir por igual porção de leite em pó diluído em água, bem espesso.

- Porções que não forem consumidas devem ser conservadas em geladeira, bem tampadas ou embalada com plástico-filme. E se o arroz absorver parte do creme durante esse tempo, é só acrescentar um pouco de leite integral ao servi-lo novamente.

O "arroz-bomba"

 

 

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Forminhas de chocolate recheadas de…

02/04/2012 by Lena

 

FELIZ PÁSCOA!!

Fiquei um tempo sem postar, e sinto muita falta desse lugar…
A verdade é que eu me propus este ano, a fazer bem menos ovos de Páscoa, para poupar minha vértebra acidentada.
Fiz algumas encomendas familiares, e alguns presentes… o que acabou tomando muito do meu tempo.
Sozinha, faço os recheios das cascas dos ovos, derreto o chocolate, preparo as formas, e embalo.


Escolhi fazer assim desde meu primeiro ovo. Não sei se é o certo, pois o trabalho rende pouco, e é cansativo, sim…
Mas ser absolutamente tudo feito por mim, acredito dar uma grande diferença no resultado final.

Fiz coelhinhos com pasta americana, comprada pronta

Pela energia e carinho que coloco em cada ovo, personalizado, e pela vontade imensa de que ao terminar os trabalhos, o mundo fique um pouquinho mais doce – mais achocolatado : )
Por enquanto, está assim. Eu, e só eu…
Não sei se nos próximos anos aumentarei a minha pequena produção, ou diminuo mais ainda. Vou pensar…
O que importa agora, nesta Páscoa, é que apesar das alegrias e fantasias com memórias infantis que ela me traz, também entro em um tempo maior de reflexão.
Jamais esquecendo do Grande Protagonista dessa data. Porque independentemente de crenças e religiões, acho que todo mundo fica um bocadinho mais feliz num Domingo de Páscoa.
Particularmente, para mim, e particularmente este ano, depois de um Natal só com metade da minha pequena família, devido ao tal acidente que deixou-me 3 meses de castigo em casa, e sem poder fazer muitas coisas, passei a valorizar pequenas delas que já nem notava mais. Ou que não dava a devida importância.
Portanto, para mim, mais do que qualquer Ovo de Páscoa de bom chocolate de origem, com o melhor dos recheios, e feito com o maior dos prazeres, o AMOR que lhes transmito nesta data, é impalpável. Mas é doce…
E assim como de um ovo nasce vida, que renasça todos os dias, todos os minutos, dentro de cada um de vocês, todas as alegrias engavetadas, todas as esperanças deixadas pra lá. Que o sonho deixe de ser um simples sonho, pra ser o seu material de Vida!

Com este ovo, simbolicamente presenteio cada um de vocês : )

Fiz um pequeno mimo pra vocês enfeitarem a mesa do almoço… nada complicado, nada elaborado.

Ganhei forminhas de silicone da minha mãe, outras, menores, do meu irmão, e tive essa ideia…
Apenas umas forminhas de chocolate que vocês podem preencher com o que der vontade. Feito em casa, ou comprado pronto. Tirado do vidro, da lata, do saquinho; não importa…
Seja você o autor dos recheios desses mimos. Encha-os, preencha-os. Presenteie, enfeite, distribua.

Porque dentro deles, contém a doçura do seu AMOR!

 

Ingredientes:

- 150 grs. de chocolate meio-amargo
- 150 grs. de chocolate ao leite

- (forminhas de silicone) ou

- (copinhos de plástico descartáveis )

Preparo:

das casquinhas (forminhas) de chocolate:

Depois da primeira camada, inverta as forminhas e leve ao freezer. Retire depois de 5 minutos e repita a operação

- Numa tigela de vidro, leve o chocolate picado ao microondas, na potência MÉDIA, por 4 minutos. Retire, mexa com uma espátula, e volte ao micro por mais 1 minuto na potência média. Retire. Mexa com a espátula.
- Coloque essa tigela com o chocolate derretido, dentro de outra tigela com água e gelo. Mexa até que o chocolate esteja frio (teste com um pouquinho no lábio inferior – há que senti-lo frio), porém ainda líquido.
- Se usar copinhos de plástico, faça um minúsculo corte vertical, de 3 mm., em qualquer lugar da borda de cada copinho (servirá para “rasgar” o copinho para retirar o chocolate depois de endurecido.)
- Pincele o chocolate dentro de quantos copinhos forem, até terminar a metade do chocolate.
- Leve-os ao freezer, invertidos, em assadeira forrada com papel-alumínio, por cerca de 5 minutos.
- Repita a operação. Nesta segunda demão, nivele as bordas com uma espátula pequena ou uma faquinha reta. Inverta novamente no papel alumínio e leve novamente ao freezer até ficar sólido e firme. (cerca de 15 minutos). Isso dependerá da sua temperatura ambiente.

Na segunda demão, alise as bordas com uma pequena espátula ou faquinha reta.

Para desenformar:

- No caso dos copinhos: cuidadosamente abra-os pelo pequeno corte, até que o copinho firme saia inteiro.
- No caso das forminhas de silicone, como as minhas: apenas puxe delicadamente as bordas do silicone, para desgrudá-la do chocolate.

dos recheios:

- Pode usar doce de leite, peanut butter (creme de amendoim), qualquer mousse ou ganache de sua preferência.
- Abaixo, uma receita de ganache de maracujá:

Ingredientes da ganache de maracujá:

- 2 tabletes de 170 grs. de chocolate branco, picado
- ½ lata de creme de leite sem o soro
- ½ xícara de suco de maracujá PURO (sem água)

 

Preparo:

Numa tigela de vidro, coloque o chocolate branco e leve ao microondas por 5 minutos em potência média. Retire, mexa com espátula de borracha e se ainda não estiver derretido por completo , volte por mais 1 minuto. (ATENÇÃO: o chocolate branco é um pouco mais sensível ao calor do que o escuro)
Coloque em seguida o chocolate (sem resfriamento) na tigela da batedeira, com o suco e o creme de leite. Bata até misturar bem. Leve ao freezer para firmar a ganache, misturando a cada 5/7 minutos com uma colher para ficar homogêneo.

Montagem:

Com bico de confeitar, ou duas colherinhas, preencher as forminhas com os recheios preferidos.
Ou ovinhos, balas de goma, confeitos… o que preferir!

Retire da forminha delicadamente. Mas se completamente frio e sólido, sairá com facilidade

 Dicas da Lena:

- Use forminhas de qualquer tamanho. As de papel também valem mas precisam ser de papel “amanteigado”, para desgrudarem facilmente do chocolate E apoiadas dentro de uma forma para cupcakes.

- Fica muito fácil fazer com copinhos de plástico de cerca de 5 cm de altura, daqueles branquinhos. É só dar um cortezinho numa borda, como explicado acima, e depis “rasgá-lo ” com cuidado.

- A ideia aqui não foi dar as receitas dos recheios, porque acho até bonito encher as forminhas de balas ou ovinhos. Ou confeitos de chocolate. Mas como já disse, qualquer mousse, ganache, doce-de-leite ou creme de amendoim deixará tudo mais gostoso!

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Pão doce de laranja recheado com creme e cubinhos de laranjas cristalizadas

14/03/2012 by Lena

 

Uma das coisas mais gostosas da Páscoa (óbviamente, elementar e desnecessário citar os Ovos de chocolate…), são aqueles pães doces, roscas recheadas, etc…

De verdade, acho que na minha infância eles eram mais gostosos. Não sei se é o sabor da alegria e entusiasmo da gente enquanto criança, ou se já não se fazem mais mesmo roscas doces como antigamente.

Qualidade é tudo para um bom resultado, e nada como um pão caseiro, com recheio idem – ainda mais se fizersmos também os cubinhos de laranja cristalizada, como eu fiz.

Sim, eles são trabalhosos e demorados. O processo todo leva aproximadamente 5 dias. E isso será assunto para um post em separado.

É possível encontrar tirinhas de laranjas cristalizadas à venda. É só cortá-las em cubinhos.

Preciso dizer a vocês que eu adoro ovos, doces com ovos, gemas… e todos os cremes enriquecidos com eles.

Porém, nos últimos exames, pós-recuperação, meu colesterol anda meio elevado.

Então, fiz essa experiência de cortar gemas da massa e do recheio. E feliz fiquei, que o resultado foi sensacional!

Inclusive essa receita deu duas roscas, uma maior, outra menor (veja o tamanho das assadeiras nas “Dicas da Lena”, abaixo).

Deixarei as gemas para quando elas forem absolutamente imprescindíveis para a textura de um doce. Neste caso, não foi, e ainda bem!!

 

Ingredientes:

da rosca (pão doce):
(Esponja):

- 1-1/2 tabletes de fermento fresco (ou 1-1/2 colher de sopa de fermento biológico seco)
- 2/3 de copo de leite morno
- 1 colher de sopa de açúcar
- 2 colheres de sopa tiradas do ½ kg.de farinha

(Continuação da receita da massa)

- 1 ovo e 1 clara
- 70 gramas de manteiga ou margarina
- 1 colher de chá de sal
- ½ kg de farinha de trigo peneirada
- raspas de 1 laranja

do creme do recheio:

- ½ xícara de açúcar
- 2/3 de xícara de água
- 1 colher (chá) de baunilha ou raspas de laranja
- 2 xícaras de leite
- 5 colheres (sopa) de amido de milho (colheres-medidas, niveladas com uma faca)

————–
- 1-1/2 xícaras de cubinhos de laranjas cristalizada

- 1 xícara de amêndoas em pedaços, tostadas (opcional – eu coloquei)

da cobertura:

Geleia de laranja

Preparo:

da rosca (pão)

Faça a “esponja”:
Numa tigela misture o fermento, o açúcar, farinha e o leite. Mexa um pouco, e deixe crescer por uns 15 minutos.

Na tigela da batedeira, bata a manteiga, o ovo e a clara, e o fermento crescido. Acrescente o sal e as raspas de laranja.

Utilizando a pá/gancho própria para pães na batedeira, vá acrescentando a farinha de trigo aos poucos, até incorporar bem.

Deixe crescer numa tigela grande, untada com manteiga derretida, até dobrar de volume. Este tempo depende da temperatura, umidade do ar, etc. Mas leva mais de uma hora.

Depois disso, numa superfície enfarinhada, coloque a massa, e amasse um pouco com as mãos, adicionando um pouquinho de farinha de trigo, aos punhados, somente para a massa não grudar na mesa e nas mãos.

Com um rolo de massa, abra-a em retângulo, numa espessura de 1 cm de altura.
Espalhe o creme resfriado e mexido vigorosamente com o fouet, por cima da massa, e por cima do reme, os cubinhos de laranja cristalizada.
Espalhe com uma espátula por cima da massa.

Enrole a massa feito um rocambole, enrolando-a e apertando-a à medida que enrola. Vá ajeitando com as mãos, nesse processo.

Com uma faca bem afiada, tipo de “chef”, corte em fatias de app. 3 a 4 cm.de largura.
Com a ajuda de uma espátula, transfira as rodelas deitadas, para uma assadeira redonda, untada e enfarinhada, deixando um espaço de 3 cm, formando um círculo (quando crescerem e assarem, elas se unirão)
Deixe crescer novamente, até dobrarem de volume, e leve-as ao forno pré-aquecido em 170° por mais ou menos 35 minutos, ou até enfiar um palito e sair limpo.
Espere amornar, passe uma faca de ponta redonda pelas bordas, desenforme num prato, e em seguida noutro, a fim de que a rosca fique na posição certa.
Espalhe com um pincel por cima, geleia de laranja derretida no microondas, decore com cubinhos de laranja cristalizada e as amêndoas, caso tenha colocado no recheio também.

 

do recheio:

Numa panela média, colocar a água e o açúcar e deixar ferver por 5 minutos em fogo baixo, até formar uma calda.
Numa vasilha, misture bem o amido de milho com o leite.
Após os 5 minutos de fervura da calda, apague o fogo e acrescente o leite com o amido. Misture bem e volte ao fogo, mexendo até o creme engrossar. Eu uso um fouet.
Acrescente a baunilha ou as raspas de laranja. Transfira para um prato e cubra com plástico filme. Espere esfriar.
No momento de espalhar o creme sobre a massa do pão, mexa-o vigorosamente com o fouet para ficar bem cremoso.

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Dicas da Lena:

- Essa massa me rendeu 2 roscas: uma, numa assadeira de 28 cm de diâmetro, e outra menor, numa assadeira de 21 cm de diâmetro.

- O procedimento com as duas foi igual; apenas a menor assou 5 miutos mais rapidamente que a maior.

- Uma delas vou congelar, porque congela muito bem!

- Eu adorei a crocância das amêndos filetadas e tostadas, no recheio. É totalmente opcional, mas se gostar de nozes ou castanha do Pará, pode substituir. Ou não colocar, porque o sabor da laranja é quem manda ali : )

- Pode fazer também como nos meus  Cinnamon Rolls, todos numa assadeira retangular, e depois de assados, separá-los. Mas indiscutivelmente, como rosca, a apresentação é mais bonita!

 

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Waffles de blueberry

29/02/2012 by Lena

 

Eu adoro cafés-da-manhã domingueiros, preguiçosos e demorados. Bem demorados…

Há algum tempo eu fiz estas Waffles e fotografei, mas a minha recuperação nem sempre me permitia fazer este post como eu gostaria.

Agora, espero que vocês gostem, porque no próximo fim-de-semana as waffles podem ser a alegria da sua mesa!

Como sobremesa, uma dessas, partida ao meio, e servida com calda de chocolate e sorvete, é uma ideia.

De verdade, como acho que dá um trabalhinho fazer uma por uma, eu faço a receita inteira, e congelo algumas. Congelo cada 1/4 da waffle, num saquinho plástico. Quando quero uma pequena, num dia de semana, coloco-a na torradeira. Não é bacana? : )

Mas se quiser, meia receita serve 4 pessoas.

Pode levar  à parte chantilly, mais blueberries frescas, e morangos.

Eu prefiro maple syrup por cima da manteiguinha derretendo sobre a waffle quente … mas você escolhe sua cobertura ; )

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Ingredientes:

- 2 xícaras de farinha de trigo, peneiradas
- ¼ de xícara de açúcar
- 2 colheres (chá) de fermento em pó
- ½ colher (chá) de sal
- 3 ovos, clara e gema separados
- 2 xícaras de leite
- 1-1/2 xícaras de blueberries frescas
- 8 colheres (sopa) de manteiga derretida
- raspas de limão ou 1 colher (chá) de baunilha

Preparo:

Numa tigela média, misture com o fouet, as gemas, o leite, a manteiga derretida e as raspas de limão (ou baunilha).
Acrescente à mistura dos ingredientes secos, e mexa com o fouet somente até misturar. No final, adicione as blueberries frescas.
Numa outra tigela, bata as claras em neve não muito firme. Adicione à massa delicadamente.
Deixe a mistura na geladeira enquanto o aparelho de waffles é pré-aquecido.
Com a ajuda de uma concha, coloque a mistura no seu aparelho, sem preencher completamente (depois que fechar a tampa, o fermento fará a mistura crescer).
Deixe pelo tempo necessário nas instruções, mas em geral é entre 5 e 8 minutos.
Repita a operação até a massa terminar.
Sirva com manteiga, maple syrup, mel ou geleia da sua preferência.

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Dicas da Lena:

- Pode usar blueberries congeladas, se não tiver as frescas. Coloque-as na massa ainda congeladas.

- Enquanto você vai fazendo as waffles, deixe o forno ligado bem fraquinho. Vá colocando-as num prato grande, para mantê-las quentes.

- Pode servir com sorvete e calda de chocolate, como sobremesa.

- Eu gosto das waffles mais crocantes e moreninhas. Para isso eu deixo mais tempo no aparelho.

- Pincele com manteiga derretida o aparelho, antes de colocar cada concha de massa.

 

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Financiers de amêndoas e mel

15/02/2012 by Lena

 

Financiers são uma espécie de bombocados franceses, à base de farinha de amêndoas e claras. As receitas variam, e essa é a básica.

Conta a história que os docinhos levam esse nome por ficarem famosos ao serem vendidos no entorno da Paris  Bourse, a Bolsa de Valores francesa. Por isso o formato de “lingote” – como barrinhas de ouro.

 

O que sei é que eles são um dos melhores acompanhamentos para um café ou chá.

Xícara pintada por minha mãe ... e pode também fazer os financiers em forminhas de mini muffins

Lembram nossos bombocados, porém com a vantagem de não levarem as gemas (eu, sempre pensando no colesterol…), portanto mais delicados ainda. Eu sou fã dessas miniaturas : )

 

Difícil é quando a gente começa a tirá-los da formas, e não devorar todos…

Fica muito úmido por dentro, por causa das amêndoas e do mel

 

Tempo de preparo: 1 hora e 15 minutos
Quantidade: cerca de 30 forminhas de empadas  pequenas

 

Ingredientes:

- 100 grs. de manteiga sem sal
- 100 grs. de açúcar de confeiteiro
- 40 grs. de farinha de trigo
- 80 grs de farinha de amêndoas
- 50 grs de mel
- 3 claras de ovos
- ½ colher de chá de sal
- gotas de essência de amêndoas

Preparo:

Se não tiver formas de silicone próprias para financiers, ou mini muffins ( se forem de silicone, não precisa untar), unte forminhas de empadinha, das menores que tiver, com manteiga derretida, e polvilhe com açúcar.
Numa panelinha, derreta a manteiga e deixe ferver até ficar cor de caramelo. Chama-se “beurre noisette”. Mas não deixe queimar. Espere amornar.
Numa tigela, bata a clara (não é preciso ser em neve) com o sal.
Acrescente todos os ingredientes secos de uma vez com a manteiga derretida,e bata um pouco mais até misturar por igual. Acrescente o mel e a essência. Bata mais um pouco.
Leve essa tigela ao freezer por 3 horas. A massa, meio líquida, ficará mais firme

Pré-aqueça o forno a 180°

Coloque essa mistura num saco de confeitar e preencha as forminhas até 2/3 da altura.
Leve ao forno cerca de 12/15 minutos ou até dourar nas bordas.
Retire do forno, e quando as forminhas estiverem mornas, desenforme os financiers com a ajuda de uma faquinha de ponta.

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Dicas da Lena:

- Essa receita é a básica. Pode colocar uma framboesa ou amora dentro de cada forma, na massa ainda crua, se quiser

- Se não encontrar a farinha de amêndoas, mas encontrar amêndoas sem pele, inteiras ou em lascas, coloque no processador, até ficarem finamente móídas, como no post do marzipã do Bolo Battenberg.

- As formas de empadas devem, claro ir ao forno dentro de uma assadeira retangular. Mas mesmo as de silicone, coloco-as, lado a lado, numa assadeira grande, e vão ao forno juntas.

- Usei uma forma de silicone em formato de financiers retangulares – com 24 unidades, e uma de 1 dúzia de mini muffins. Deu direitinho para a quantidade da receita.

- Se quiser também pode apenas derreter a manteiga numa tigelinha no microondas, por 40 segundos, potência alta. A beurre noisette, no entanto, deixará um sabor mais caramelado no financier. Mas sua textura não modifica.

- Guarde os financiers em recipiente fechado por até 3 dias, ou na geladeira até 7 dias. Pode congelar por até 2 meses.

- Pode dobrar a receita se quiser maior quantidade.

- O tempo de assar dependerá do tamanho das forminhas. As de financiers tradicionais, assam em forno pré-aquecido, em 15 minutos.

 

Forma de silicone para financiers

 

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Manjar branco com calda de ameixas

09/02/2012 by Lena

Essa é uma daquelas sobremesas que minha avó fazia tanto quando eu era criança…

Com esse jeito clássico, não mudei ‘nadica’ da receita original: é adoçado com açúcar, e não com leite condensado. A calda é de ameixas, mas pode mudar a fruta se preferir (vide “Dicas da Lena”, abaixo).

O básico, é o que nos faz acreditar que o bom da vida não precisa ser complicado…

O doce comfort food, o doce da infância, o doce brasileiro.

Manjar branco. Simples assim : )

 

Para 6 porções:

 

Ingredientes:

 

do Manjar:

- 800 ml de leite
- 1 vidro de leite de coco (200 ml)
- 8 colheres (sopa-medidas/niveladas) de amido de milho
- 7 colheres (sopa-medidas/niveladas) de açúcar

 

da calda de ameixas:

 

- 1-1/2 xícara de ameixas secas, sem caroço
- 3 xícaras de água
- 2/3 de xícara de açúcar
- 2 colheres (sopa) de rum (opcional)

 

Preparo:

 

da calda de ameixas:

 

(Estou escrevendo primeiro a receita da calda, porque seu preparo começa deixando as ameixas de molho, depois ferve, depois esfria – então durante esse tempo você fará também o manjar).
Numa panela, coloque as ameixas e a água, deixando hidratar por cerca de 1 hora (fora do fogo).
Após esse tempo, leve a panela ao fogo, deixe ferver por 10 minutos. Retire as ameixas e coloque numa tigelinha à parte.
Na água que ficou na panela, acrescente o açúcar e leve a ferver por 5 minutos. Apague o fogo, adicione as ameixas reservadas, e ferva novamente por uns 15 minutos, em fogo baixo, ou até a calda reduzir pela metade. (nesta etapa, você escolhe como gosta mais da calda: mais espessa ou mais líquida. Particularmente, no manjar, eu não gosto da calda tão caramelada e espessa quanto no pudim de leite. Se quiser mais espessa, ferva até que ela encorpe um pouco mais. Lembre-se que quando ela esfria, engrossa um pouco mais).
Se optar pelo rum, coloque nessa hora, após a retirada do fogo (para que o álcool não evapore).
Deixe na geladeira, num recipiente fechado, até o momento de desenformar e/ou servir o manjar.

 

do Manjar branco:

 

Numa panela coloque o leite (reserve uma xícara desse leite, numa tigela, para misturar à parte, com o amido), o leite de coco, o açúcar, e o amido de milho que você misturou à parte com a xícara de leite (misture com um pequeno fouet, ou um garfo, até dissolver bem).
Leve a panela ao fogo médio, mexendo sempre com um fouet, para que o manjar não crie grumos.
A partir do momento em que começar a ferver, diminua a chama do fogão ao mínimo, e continue mexendo por uns 5 minutos ainda, a fim de cozinhar bem o amido.
Despeje numa forma de furo no meio – ou em ramequins, se optar por miniaturas (eu costumo molhar a forma apenas com água, mas não precisa untar).
Cubra com plástico filme (para não criar muita película no manjar, ao resfriar) – e deixe amornar para levar à geladeira.
Deixe na geladeira por pelo menos 6 horas até desenformar (eu prefiro fazer na véspera de servir).

 

Montagem:

 

Para desenformar o manjar, passe nas bordas da forma, uma faquinha, delicadamente, a fim de  desprendê-lo.
Deixe o prato de servir posicionado, e num ponto qualquer do manjar, com cuidado, enfie a faca até quase o fundo da forma, para que entre um pouco de ar. Assim ele desenformará com muita facilidade.
Desenforme o manjar no prato, decore com as ameixas, e regue com um pouco da calda.
Sirva o restante da calda, numa molheira, à parte.

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Dicas da Lena:

Pra forma que escolhi, a quantidade da receita deu certinho ; )

- Muito importante: a medida de colher se sopa – nesta, assim como em todas as minhas receitas – precisa ser colher-medida.

Tenho muito medo de algumas receitas brasileiras que usam como medida, a colher de sopa com a qual toma-se sopa, e ainda diz que é “colher de mãe”… aí mede-se farinha em bolos, fermento, e neste caso, o amido, numa quantidade a mais, que vai alterar completamente a textura do doce. Se colocar amido a mais, o manjar ficará duro. E sempre nivele a colher-medida, com uma faca. As medidas em doces são precisas, para que tenham um ótimo resultado.
- O rum, na minha opinião, dá um toque incrível na calda. Mas como é álcoólico, se algumas pessoas não puderem ou quiserem, acrescente metade do rum da receita, à metade da calda pronta, e sirva as duas caldinhas à parte : )
- Se quiser um manjar maior, pode dobrar a receita tranquilamente. Para a minha forma, foi o tamanho exato, e o ideal para o número de pessoas.
- Algumas pessoas gostam de acrescentar coco fresco no manjar. É uma opção. Nesse caso, decore com um pouco de coco fresco também.
- Se preferir fazer individuais, lembro que aquela tigelinha de vidro que costumamos ter em casa, deixa o manjarzinho desenformado tão bonito quanto os ramequins.
- A única coisa que realmente eu recomendo, é que você desenforme, seja o manjar grande ou pequeno… serví-lo em taças não é a mesma coisa; não fica o mesmo visual : )
- Se não gostar de ameixas, pode mudar a fruta. Esse é o clássico. Mas pode ser cerejas, morangos, pêssegos, frutas vermelhas, abacaxi, banana…

- Atendendo a pedidos, para quem não tem colher-medida, mas tem aquelas jarrinhas medidoras ou xícara-medida, as 8 colheres (sopa) de amido de milho =  1/2 xícara (de 240 ml)

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Battenberg Cake

01/02/2012 by Lena

 

 

Se tem uma coisa que eu adoro na vida, são livros de receitas! Que eles tenham fotos, então, é fundamental!

Há muito tempo eu estava com vontade de fazer e publicar uma receita de um doce inglês.

Na verdade, eles chamam de “pudding” todas as sobremesas. Embora “pudding” seja também um tipo específico de sobremesa, que aliás, eu amo – que é uma espécie de massa de bolo mais líquida, à qual agrega-se frutas, ou chocolates, e no final, geralmente acrescenta-se água fervente. E é servido com creme-de-leite fresco por cima.

Mas fato é, que ganhei de um amigo que voltou de Londres, um lindo livro, cujo nome é “Puddings – A british classic”.

Claro que queria fazer todas de uma vez… Mas óbvio que eu tinha que escolher uma pra começar : )

A história desse bolo: foi criado em 1884, por ocasião do casamento da neta da Rainha Victoria, com o Príncipe Louis of Battenberg – e os quatro quadrados representam os quatro Príncipes Battemberg: Louis, Alexander, Henry, e Francis Joseph. 

 

Fiquei toda animada com esse bolo, não só pela belezura e delicadeza que ele é, mas porque considerei a harmonia de todos os sabores: o bolo (que é interessante, não leva leite nem líquidos), a geleia (que na original era de damasco, e a que usei é de morango), que ficou tão linda com a cor rosa da cobertura e do xadrez do bolo, e o marzipã, feito em casa, com amêndoas e açúcar, uma coisa tão rara hoje em dia…

Então, foi o escolhido por ora . Porém, a receita é mesmo pequena, e eu até gostaria que fosse maior, pois o bolo foi embora rapidinho, tão delicioso que estava!

Claro que, se vocês não puderem ou quiserem fazer o marzipã, podem procurar à venda em algumas lojas gourmets, especializadas em doces, ou até fazer com a farinha de amêndoas comprada, à qual vocês agregarão o restante dos ingredientes. Mas eu incentivo que tentem: que marzipã caseiro é outra coisa!

 

Marzipã pronto no processador - fazer um pouco de cada vez

 

A dica principal para a maciez é que ele seja processado em porções pequenas,  e que o processador seja relativamente potente.

 

Marzipã tingido de rosa...abrindo para cobrir o bolo

 

E lhes digo: se eu fosse receber a  Sua Alteza Real, a Rainha da Inglaterra para um chá em minha casa, sem susto nem medo, eu ofereceria exatamente esse bolo, com o chá da foto: um blend de capim-limão fresco da floreira da casa da minha mãe, com folhas de hortelã frescas!

Eu até poderia ter feito um chá de frutas vermelhas, para combinar mais com a cor rosa, mas esse chá estava tão bom, que preferi ficar com ele ; )

Tomara que vocês também gostem, e façam!

Para 6 pessoas:

 

Ingredientes:

do bolo:

- ½ xícara de manteiga ou margarina sem sal, em temperatura ambiente
- 2/3 de xícara de açúcar
- 2 ovos
- 1 colher (de chá) de baunilha
- ½ colher (chá) de sal
- 1 xícara de farinha de trigo, peneirada com
- ½ colher (chá) de fermento em pó
- gotinhas de corante para bolos (vermelho)
- 2/3 de xícara de geleia de morangos, derretida, em consistência de espalhar (se necessário, acrescente 1 colher (sopa) de água e derreta numa panelinha ou no microondas). Mexa até misturar. Reserve.

do marzipã:

Primeiro, processe as amêndoas

- 250 grs. de amêndoas sem a pele
- 2 xícaras de açúcar de confeiteiro
- 2/3 de colher (chá) de essência de amêndoas
- 2 claras

Preparo:

do bolo:

Pré-aqueça o forno a 170°C.

A receita original pede que unte e enfarinhe uma assadeira quadrada de 18 x 18 cm, colocando um papel duplo dividindo-a ao meio (ou um papel alumínio, dobrado em 3, para ficar mais espesso), a fim de que a massa branca fique separada da massa tingida de rosa.
Como eu tenho duas formas iguais de “bolo inglês” baixinho, preferi assá-los separadamente.
Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até ficar um creme claro e fofo.
Acrescente os ovos um a um, continuando a bater, e aos poucos a farinha de trigo peneirada com o fermento, e a baunilha.
Despeje metade da massa numa tigela, e coloque corante vermelho o suficiente para deixar a cor rosa claro. (se for em gel, apenas a ponta de um palito de dentes, coberta pelo corante já tingirá)
Coloque na assadeira preparada, em cada metade, a massa branca e a massa rosa (ou, se tiver 2 iguais como as minhas, separadamente – foto).
Asse por mais ou menos 35 – 40 minutos ou até enfiar um palito no meio e sair limpo. Após 15 minutos, desenforme e deixe esfriar sobre uma grade.
Quando estiver frio, apare as bordas com uma faca de serra (tipo faca de pão) , e corte cada cor em duas “tiras” compridas, de tamanhos iguais.
Serão 4 partes: 2 cor-de-rosa e 2 brancas.

do marzipã:

- No processador, coloque metade das amêndoas e moa até ficar uma farinha fina. Coloque metade do açúcar, e bata mais um pouco. Desligue, abra a tampa, e sinta entre os dedos se não há mais grânulos de amêndoas. Feche a tampa e ligue novamente, acrescentando 1 clara e metade da essência de amêndoa. (A essência é a critério de cada um, apenas não coloque demais pra não ficar enjoativo. Eu dei uma base da quantidade, apenas). Processe novamente até formar uma “bola” dentro do processador. Coloque um tiquinho do corante só pra deixá-lo rosado.
Repita o mesmo processo com a outra metade das amêndoas (se fizer de uma só vez, o processador, por melhor que seja, não deixará a farinha de amêndoas bem fininha – por isso, fazer em 2 vezes)
Reserve o marzipã.

Montagem do bolo:

No prato de servir, coloque uma tira de bolo branco, e com uma pequena espátula ou uma faca de ponta redonda, espalhe por todos os lados, um pouco de geleia.
Ao lado, coloque uma tira do bolo rosa. Espalhe a geleia em todos os lados aparentes.
Por cima da tira de bolo rosa, coloque uma branca, e ao lado uma rosa, em cima da branca, fazendo o efeito xadrez, sempre espalhando a geleia.

- Cobrindo com o marzipã:

Numa mesa ou bancada, polvilhe açúcar de confeiteiro e abra o marzipã com um rolo, num tamanho que cubra o bolo todo (ele ficará oval – então apare os excessos com uma faca, formando um retângulo)
Com a ajuda de uma espátula grande, por baixo do marzipã, enrole-o no rolo de massa para “transportá-lo” para cima do bolo, a fim de cobri-lo.
Com as mãos, ajeite as laterais do marzipã, “colando no bolo”.
Com uma faca recorte das bordas inferiores, o excesso de marzipã. Com essa “sobra”, você fará rolinhos, que colocará na bordas superiores e inferiores do bolo, como decoração (para “cola”, pincele um pouquinho de água). Com as pontas dos dedos, dê “beliscões” ao longo dos rolinhos (eu fiz isso antes de posicioná-los no bolo) para dar o efeito da foto. Mas faça a decoração que preferir. Pode até abrir o marzipã de novo com o rolo e cortar com cortadores de biscoitos, aplicando no bolo.
Eu fiz uma rosa beeeem rústica, apenas para dar um toque a mais : )
Esse bolo não pode ser levado à geladeira, senão o marzipã ficará melado quando voltar à temperatura ambiente.
Para cortar, utilize uma faca de serra, e cuidadosamente, sirva com uma pá de bolo.
O efeito xadrez aparecerá na hora, é encantador!

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Dicas da Lena:

O livro ...

- Se você não tiver processador, pode comprar a mesma quantidade, de farinha de amêndoas. O que ocorre é que o marzipã ficará um pouco granulado, já que a farinha de amêndoas geralmente não é tão fininha. E como falei no texto da receita, proceda, na batedeira, ou com a mãos, da mesma forma e quantidade dos restantes dos ingredientes.

- Em algumas cidades, em lojas mais especializadas, ou supermercados gourmet, existe marzipã em pedaços, à venda. Tanto os importados (geralmente europeus), quanto nacionais. Mas é mais caro do que fazer em casa. Além, claro, do frescor e da diversão que é : )

- Preciso dizer: nem pense em usar “pasta americana” (aquela de bolos artísticos – para cobrir este bolo. Sabor, textura e ingredientes não tem nada a ver com marzipã, combinado? O marzipã tem que ser feito apenas de amêndoas, e não há substituições ; )

- A receita original utiliza geleia de damascos. Mas eu tenho sempre geleia de morangos que eu mesma faço na geladeira; achei mais gostoso, e a cor harmonizou melhor com o rosa do bolo e da cobertura.

- A receita é pequena mesmo. Se quiser arriscar, pode dobrá-la. E se o marzipã não for suficiente para cobrir as pontas laterais, deixe-as à mostra, porque o xadrez é lindo. Eu ainda farei novamente com o dobro, porque não chegou pra quem quis : ))

O bolo eu assei em duas assadeiras baixas, de bolo inglês

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